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As irmãs Karina, Joice e Renata: gestações com intervalo de apenas dois meses |
Três irmãs, três barrigões e uma história de muitas surpresas e coincidências. Renata, Karina e Joice não planejaram, mas ficaram grávidas praticamente ao mesmo tempo, com apenas dois meses de diferença entre elas. Passado o susto inicial, o momento coletivo é motivo de comemoração em toda a família, que vive em Bauru.
A caçula entre as irmãs, a vendedora Joice Carvalho da Silva Saes, 30 anos, foi a primeira a se descobrir grávida. Casada há um ano, ela carrega o primogênito Lucas na barriga há sete meses e ainda demonstra, no olhar e no sorriso, o deslumbramento próprio da experiência de quem vai ser mãe pela primeira vez.
“É uma sensação indescritível. E nossos pais também estão muito empolgados com a possibilidade de voltarem a ter netos pequenos dentro de casa. E três ao mesmo tempo”, comenta.
A segunda gravidez foi anunciada pela professora Karina Carvalho da Silva Souza, 33 anos, que decidiu parar de tomar anticoncepcionais a pedido do marido e da filha de 10 anos, que queria um irmãozinho. Assim como Joice, ela terá um menino, que receberá o nome de Felipe Henrique.
Dois meses depois, foi a vez da supervisora de vendas Renata Carvalho da Silva Lourenço, 34 anos, já mãe de um jovem de 19 anos, fruto de seu primeiro casamento. Grávida de apenas três meses, ela ainda não sabe o sexo do bebê, que poderá se chamar Daniel ou Eduarda.
A gestação de Renata foi a única totalmente inesperada, mas o fato de dividir a experiência com as irmãs a ajudou a aceitar o desafio com maior tranquilidade. “Eu viajo muito a trabalho, quase não paro em Bauru. Além disso, já tinha perdido dois bebês em outras tentativas. Agora, tudo que eu quero é que ele venha com saúde”, comenta.
Aprendizado compartilhado
Embora Karina e Renata já sejam mães, assim como Joice, elas dizem estar aprendendo muitas coisas durante a gestação, já que ficaram muito tempo sem ter filhos. E garantem que a experiência, desta vez, é totalmente diferente da que tiveram no passado.
Para Renata, que foi mãe pela primeira vez com apenas 15 anos, a aflição, agora, é maior, por já saber as responsabilidades que a maternidade envolve. Karina, por sua vez, enxerga o momento com maior serenidade.
“Quando tive minha filha, há 10 anos, queria fazer tudo muito certinho e acabei criando muitas regras. Não deixava usar chupeta, chupar dedo, tirei a fralda dela muito cedo. Hoje, com mais maturidade, sei que não preciso me cobrar tanto e ser tão rígida”, pontua.
A partir das experiências individuais, as três irmãs compartilham dicas e ideias, fizeram curso de gestante e, sempre que possível, acompanham uma a outra nos exames pré-natais. O plano é de que as crianças, quando nascerem, também possam vivenciar, juntas, todas as fases da vida.
Confusão
Apesar de saber que Renata não tinha mais planos de ter filhos, Joice, no início da sua gestação, chegou a sonhar que a supervisora de vendas também estava esperando um bebê. Quando contou o sonho para a outra irmã, Karina, a caçula – até então a única grávida – acabou sendo surpreendida.
“A Karina me contou que estava desconfiada de também estar esperando um bebê, o que acabou se confirmando depois. Aí, pensei que tinha sonhado com a irmã errada”, brinca Joice. Mas não tinha. Renata também viria a engravidar pouco tempo depois.
Quando o teste de farmácia deu resultado positivo, a situação parecia tão irreal que o marido de Renata disse, em tom de brincadeira, acreditar que o exame tivesse sido feito por uma das outras duas irmãs. E a confusão, de acordo com a professora Karina, também se estendeu ao ambiente de trabalho.
“Primeiro, contei pros colegas que minha irmã mais nova estava grávida. Depois, apareci contando que eu estava grávida. Em seguida, minha irmã mais velha também estava. Aí perguntavam: ‘ué, mas não era a mais nova?’. E eu tive de explicar que eram todas”, conta, aos risos.