08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: sprint final

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Após garantir a classificação da segunda fase da Liga Sul-Americana, na última semana, o Paschoalotto/Bauru volta a atuar pelo Campeonato Paulista hoje, às 19h, enfrentando o Palmeiras, em São Paulo. A partida seria no dia 21 de setembro, mas foi adiada por falta de energia no Palestra Itália.

Depois, Bauru encara o XV de Piracicaba, fora de casa, na terça-feira, e encerra a primeira fase jogando diante do Franca, em Bauru, na quinta-feira. “No jogo passado (pela Sul-Americana), conseguimos revezar alguns jogadores, já pensando nesta partida contra o Palmeiras pelo Paulista. Pena que no final tivemos que colocar os titulares em quadra, para garantir o resultado”, reitera o técnico Guerrinha.

Se a derrota para o São José há dez dias deixou o torcedor ressabiado, a vitória sobre Jacareí na última partida no Estadual, e a classificação com 100% de aproveitamento na primeira fase da competição continental, devolveram a confiança ao time bauruense. “Sul-Americana é igual Jogos Abertos, é um torneio muito rápido. Se você vai mal, pode atrapalhar a temporada, demora para recuperar. Mas fomos bem nos jogos desta última semana e isso ajuda muito a equipe”, pontua o treinador. Apenas o ala/pivô Andrezão, se recuperando de lesão muscular, não deve atuar hoje, a exemplo do armador Lucas Avelino.

 

Sem torcida

O jogo desta noite não contará com a presença de público, uma vez que a Federação Paulista de Basquete (FPB) puniu o Palmeiras devido a incidentes na partida com o Paulistano. No próximo sábado, contra o Pinheiros, o jogo também será com portões fechados no Palestra Itália.

“Este é um jogo importantíssimo para a nossa equipe e será mais uma partida muito disputada, assim como foi em Bauru, no primeiro turno. Os dois times jogarão com o pensamento na vitória e devemos manter o foco nesse objetivo até o fim do jogo”, destaca Ênio Vecchi, técnico do Palmeiras/Meltex.

 

Ao vivo

O jogo entre Palmeiras e Bauru será transmitido ao vivo pela Rádio Auri-Verde (760 AM) e pela webrádio Jornada Esportiva (www.jornadaesportiva.com.br).

 

Bauru solidário!

Na tarde de sexta-feira, os jogadores Larry Taylor, Fernando Fischer, Murilo, Scaglia e Mathias, do Paschoalotto/Bauru, entregaram os brinquedos arrecadados durante jogos da equipe a 130 crianças da Creche Rainha da Paz, em comemoração ao Dia Das Crianças.

“Sem palavras pra todo esse carinho que essas crianças demonstram pra gente. Com certeza, isso vai ficar marcado pra elas e para nós também. E agradecer ao Paschoalotto/Bauru Basket por nos proporcionar isso e poder dar esse presentão na semana da criança”, disse o pivô Murilo Becker, pela assessoria do clube.

A Creche Rainha da Paz é filantrópica e sobrevive com doações. A entidade fica na R. Halim Aidar, 3-14 (Vila Pacífico). Telefone: (14) 3238-2893.


O público agradece

Na última semana, ele agitou o público no Ginásio Panela de Pressão, durante os jogos em Bauru da Liga Sul-Americana de Basquete. Ao lado do Jay-Jay, mascote oficial da Fiba Américas, o mestre de cerimônias Max DMN entreteve a torcida nos intervalos e durante os pedidos de tempo das equipes.

Aos 39 anos, Maximilliano Barbosa Benanse tem o basquete “na veia” desde a infância. “Sou paulistano da Vila Guarani, e joguei nas categorias de base do basquete do São Paulo Futebol Clube. Cresci vendo os jogos daquela geração campeão do Pan de 87. Guerrinha, Oscar, Pipoka, gostava de ver o Gersinho jogando também”, comenta Max DMN – a sigla é nome de uma banda de rap da qual ele participa. “Mas com 1,69m ia ficar difícil jogar (risos)”.

Mestre de cerimônias dos principais eventos de basquete do país, Max trabalha nas partidas mais importantes do Novo Basquete Brasil (NBB) desde 2010, como Jogo das Estrelas e finais. Em 2011, fez seu primeiro trabalho em uma competição da Fiba Américas, no Sul-Americano sub-19.

Depois, foi convidado pelo Bauru para ser o mestre de cerimônias na Liga das Américas, no ano passado. “A Sul-Americana está sendo meu quarto trabalho em competições da Fiba. E gosto muito de fazer esses jogos aqui em Bauru”, explica. Sobre o basquete nacional, ele torce por um campeão diferente nesta temporada. “Flamengo e Brasília foram os únicos campeões até agora do NBB, seria bom que outro time ganhasse, vou torcer por isso”, revela.

Durante os intervalos, é nítida a boa interação de Max com Jay-Jay, o simpático mascote da Fiba Américas. “É super tranquilo trabalhar com ele. O Jay-Jay é porto-riquenho e não fala português, mas a nossa comunicação é muito tranquila, e nos entendemos muito bem”, afirma.

Max utiliza um uniforme todo laranja, em homenagem aos garis de São Paulo. Tanto que sua empresa também faz referência aos trabalhadores deste segmento: “A Rua Agradece”. E o público também!

 

Segredo

Torcedor do São Paulo no futebol, Max naturalmente também tem seu time de preferência no basquete. “Mas esse eu não revelo de jeito nenhum, não tem como. Mas no futebol sou tricolor, sempre que posso vou ao Morumbi assistir aos jogos do São Paulo”, menciona. Outra curiosidade é que o lateral direito Jonattan, que disputou a última Série A-2 do Paulista pelo Noroeste, é primo de Max. “Mas não cheguei a ver ele jogando pelo Noroeste”, conta.