Três dos banqueiros mais poderosos do mundo alertaram para consequências terríveis se os EUA derem o calote de sua dívida, com o presidente-executivo do Deutsche Bank, Anshu Jain, alegando que isso seria “absolutamente catastrófico”.
“Isto iria se espalhar muito rapidamente, uma doença fatal”, disse Jain ontem em uma conferência organizada pelo Instituto de Finanças Internacionais, em Washington.
Jain, o presidente-executivo do JPMorgan Chase Jamie Dimon e o presidente-executivo do BNP Paribas Baudouin Prot, disseram que um calote teria consequências dramáticas sobre o valor da dívida dos EUA e do dólar, e provavelmente iria mergulhar o mundo em outra recessão.
O Departamento do Tesouro dos EUA disse que espera chegar no nível máximo de sua capacidade de empréstimo na próxima semana e não será capaz de priorizar os pagamentos da dívida dos EUA sobre obrigações como a Segurança Social.
Dimon e outros executivos de grandes empresas dos EUA se reuniram com o presidente Barack Obama e com legisladores na semana passada para exortá-los a lidar com as questões. Anteontem, Dimon disse que os bancos já gastando “enormes quantidades” de dinheiro se preparando para a possibilidade de um default, o que segundo ele, ameaça a recuperação global após a crise financeira de 2007-2009.