Pendões dourados ao sol, é chegada a hora da colheita.
Do trigo beneficiado temos a farinha.
As sacas embarcadas nos navios e caminhões que chegam de fora, para se juntar a produzida aqui, que para o nosso consumo é pouca.
A massa amassada nas mãos do padeiro, o galo canta ao som do celular que desbancou também o velho despertador.
O homem pula da cama, a mulher vai para a cozinha.
Cheiro bom, vem do café coado.
-Seu Joaquim oito pãezinhos por favor e um Jornal da Cidade.
Desce a ladeira, ainda iluminado pelas luzes artificiais, venta frio.
Em casa, o café junta-se ao leite e o pão ainda quente, derrete a manteiga fresca.
As crianças dormem, virão para a mesa mais tarde.
Beijo na mulher, corre para o ponto de ônibus, hoje consegue se sentar, abre o JC companheiro do caminho, onde vê notícias ruins, ao lado de boas novas.
Tem que se ter sabedoria para nortear-se apenas pelas boas.
Tira os olhos do jornal por um instante para espiar o astro rei que vem surgindo " meu Deus que lindo!"
Pensa na família que deixou lá atrás, enquanto a condução segue em frente, é a metade do caminho.
Otimismo, confiança, e fé, reza:
"O pão nosso de cada dia nos dai hoje e não nos deixei cair em tentação, mas livra-nos de todo mal. Amém"
Bom dia!
Demerval Assis da Silva