08 de julho de 2026
Geral

Todos os bancários voltam ao trabalho


| Tempo de leitura: 2 min

O atendimento nas 70 agências bancárias de Bauru volta totalmente ao normal nesta terça-feira (15), após os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) decidirem, nesta segunda-feira (14), encerrar a greve de 25 dias.

Apesar de uma assembleia realizada na última sexta-feira à noite deliberar pela continuidade do movimento grevista, os funcionários de todos os bancos em Bauru – com exceção da CEF – decidiram retornar ao trabalho ontem pela manhã, seguindo a categoria da maior parte do País. O resultado foram as longas filas que se formaram nas portas das agências.

João Rosan

Maioria dos bancários volta ao trabalho; funcionários da CEF retornam terça

O diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Carlos Alberto Castilho, destaca que, se dependesse só de Bauru, a greve continuaria. “Infelizmente a greve acabou. Como não conseguimos mantê-la só aqui, todos os funcionários da Caixa decidiram voltar ao trabalho amanhã (hoje). Mas se pudéssemos, continuaríamos com o movimento”, declara. 

Conforme o JC publicou, em assembleia realizada na última sexta-feira, o sindicato em Bauru havia rejeitado a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que prevê 8% de reajuste salarial e de 8,5% para quem recebe o piso – ganho real de 2,29%. Os bancários ainda receberão 10% de reajuste sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A proposta que colocou fim à greve também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.


Dias parados

A Fenaban exigiu que os dias parados sejam repostos até 15 de dezembro, com uma hora extra por dia feita pelos funcionários em atividades internas. Os clientes, no entanto, seguem sendo atendidos no horário habitual das agências.

Bauru e região contam hoje com cerca de 3.200 bancários em 150 agências localizadas em 42 cidades. Só no município, são 2.200 trabalhadores em 70 agências.


As contas que venceram durante a greve e que não foram pagas poderão ser isentas de juros agora?

Não. Os bancos oferecem várias alternativas ao cliente para que ele não seja prejudicado nestas situações, como caixa eletrônico, correspondentes bancários, Internet, entre outras. Cabe ao consumidor a responsabilidade de pagar as contas em dia.


E quanto às filas dos bancos? Como proceder caso o tempo seja ultrapassado?

Nesses dias após a greve o movimento deve aumentar significativamente. Nesses casos, os bancos devem se empenhar fazendo com que todos os caixas funcionem para que o tempo de espera possa ser reduzido. O cliente, por sua vez, deve ter um pouco de paciência, já que a greve durou quase um mês. Mas quando esta situação se normalizar, estima-se que o tempo de espera seja de 30 minutos para dias de pagamento e vésperas de feriado e de 15 minutos para os dias normais, uma recomendação da Federação Brasileira dos Bancos. Se o cliente se sentir prejudicado, ele pode formalizar uma reclamação junto ao Procon (avenida Nações Unidas, 4-44).

Fonte: Valéria Cunha, coordenadora do Núcleo Regional da Fundação Procon