O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (14) a criação de uma força-tarefa para investigar as denúncias feitas pelo Ministério Público sobre ações de integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
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Edson Lopes/ Governo de SP |
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Força-tarefa vai investigar crime organizado por 24 horas, diz Alckmin |
Segundo Alckmin, policiais civis e militares, além de promotores, vão atuar 24 horas por dia no Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública (Cisp) para investigar as denúncias e rastrear as ligações telefônicas entre presos.
Promotores denunciaram 175 pessoas sob suspeita de formação de quadrilha e atuação no crime organizado. A Justiça acatou denúncia contra 161, mas negou a prisão de todos.
O bloqueio de ligações de telefones celulares também deve ser agilizado, segundo o governador. Alckmin disse que vai apressar a realização e conclusão dos pregões eletrônicos para dotar de sistemas anticelular pelo menos três penitenciárias estaduais até dezembro.
Em entrevista coletiva na manhã de hoje, no Palácio dos Bandeirantes, a assessoria do governador disse ainda que a polícia poderá, caso haja autorização judicial, utilizar as denúncias feitas pelo Ministério Público sobre o PCC como provas na abertura de inquéritos policiais.
Durante a maior investigação já realizada contra o PCC em todo o país, o Ministério Público concluiu que a facção tem cerca de 11.400 membros em 22 Unidades da Federação, no Paraguai e na Bolívia -sendo 7.800 em São Paulo, dos quais 6.000 presos, inclusive a cúpula do grupo.
A facção movimenta cerca de R$ 120 milhões anuais. Suas principais fontes de renda são o tráfico de drogas, o pagamento de mensalidades e o sorteio de rifas.