Cerca de dois milhões de muçulmanos de aproximadamente 200 países se reuniram no Monte Arafat, na Arabia Saudita, durante o início do “hajj”, peregrinação anual à cidade santa de Meca.
Este ano, o número de peregrinos é inferior ao de outros anos por conta das estritas medidas tomadas pelas autoridades.
As obras de ampliação na Grande Mesquita, ainda sem conclusão, levaram as autoridades sauditas a reduzir em 20% o número de peregrinos.
Também foram tomadas medidas especiais para evitar o contágio da Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (MERS-CoV). O MERS deixou até o momento 60 mortos em todo o mundo, 51 deles na Arábia Saudita.
Inclusive estão sendo aplicados controles mais estritos nos acessos à cidade santa, negando o ingresso de que não possui uma autorização oficial para o “hajj”, uma atitude que contrasta com a de anos anteriores nos quais havia mais “flexibilidade”, sobretudo com os residentes.
A peregrinação é um dos cinco pilares do Islã, que todos os muçulmanos devem cumprir ao menos uma vez na vida se possuírem os meios financeiros e estiverem em bom estado de saúde.
Vestidos com o “ihram”, que consiste em duas peças de tecido branco sem costura para os homens e em uma túnica longa para as mulheres, os peregrinos entoaram ao uníssono “Labbayk Allahuma Labbayk” (Aqui estou, ó senhor) durante sua estadia no vale de Mina, vizinho à cidade santa.
Segundo o islã, neste vale Abraão chegou para cumprir a ordem divina de sacrificar seu filho Ismael, antes que Alá lhe enviasse um carneiro.