Qualquer pessoa disposta a pesquisar, ler e educar-se concluiria rapidamente que o marxismo - bem como qualquer de suas variantes - é um câncer que deveria ser extirpado da humanidade. Para se ter uma ideia, basta lembrar que o nazismo, muito mais odiado que o comunismo, matou 6 milhões de pessoas, enquanto o sistema criado por Marx e apoiado por seus discípulos já matou mais de 150 milhões.
Infelizmente, o Brasil tem se destacado como um dos maiores representantes mundiais do marxismo prático. Ele se encontra desde os ensinamentos pedagógicos coletivistas no Jardim da Infância em livrinhos aparentemente inofensivos, chega às universidades, é encontrado em quase toda a produção midiática e cultural e termina no nosso próprio governo. Já faz parte de nossos pensamentos mais íntimos. Nos conduz a achar que protestar histericamente (e até agressivamente) é mais importante do que ir pra casa ler e estudar antes de tomar decisões influenciado pela maioria que posta seus tolos protestos no Facebook.
As variantes latino-americanas para o marxismo são o bolivarianismo, o chavismo, o castrismo, o petismo etc. Partidos de esquerda vão literalmente "comendo pelas beiradas" com mentirinhas aqui e ali, associando-se ora à mídia independente, ora a traficantes, ora a outros partidos, ora a assassinos ou tudo de uma só vez, independente do que se faça, mas tudo para atingir o objetivo maior: fundar na América Latina um bloco único, governado pelo Foro de São Paulo.
Problema é que, mesmo quando parecem estar em total desacordo entre eles, tal ideal conta com um exército enorme de pessoas dentro dos partidos, dos jornais, das editoras, das escolas e de todas as instituições formadoras de opinião contribuindo para que se realize o sonho marxista. É como dizia Maquiavel: "Não importam os meios, desde que se chegue aos fins."
Antonio Gramsci, pensador marxista italiano foi o precursor desse tipo de revolução adotado no Brasil e na América Latina. Ao educar arbitrariamente as pessoas, em especial a classe formadora de opiniões, como os jornalistas, os autores de novelas, os professores e até os pais de família, iríamos verificar uma revolução que não seria mais através de armas ou de golpes políticos. A Revolução Cultural.
Basta, portanto, observarmos nossa própria maneira de pensar: defendemos protestos violentos em detrimento da ordem, mesmo dentro de uma democracia de fato, onde somos livres para estudar e escolher governantes honestos. Mas não. Preferimos utilizar o terrorismo para que eles se tornem honestos "à força". Defendemos o dever do Estado perante o "direito" de educação para todos, mas não há uma alma sequer defendendo a educação como dever de cada um.
Poucos são os que se dedicam a educar-se de forma independente, simplesmente desligando a TV ou saindo da Internet para ler um bom livro. Tanto é que por mais crianças que estejam na escola o Brasil continua ocupando os últimos lugares do quesito educação. Defendemos "mais e mais democracia" sem perceber que esta é a fórmula ideal para a implantação das ditaduras. Defendemos a "revisão dos valores" porque, mesmo ignorantes, nos sentimos evoluídos demais para os valores de nossos pais atrasados. Nem percebemos, mas sexo livre, aborto e drogas são exemplos de uma deliberada substituição de valores. O que era profano, agora é sagrado. O que era sagrado, hoje é odiado. Há outra religião que, assim como fez a Igreja Católica, toma o poder para dominar a massa a seu bel-prazer.
É, de fato, vergonhoso. O brasileiro engajado politicamente de hoje é a massa de manobra marxista e já nem percebe. Vagueia pela opinião de um mundo ideal e utópico que nunca chegará e protesta sem saber para não se sentir diferente da maioria. Chama de "CDFs" os que se dedicam a estudar seriamente e de alienados os religiosos enquanto vota em políticos analfabetos e semi-analfabetos. Critica os valores esquecidos pela juventude, mas quer fundar um "país melhor" com valores relativistas. Odeia o crime que se alastra, mas valida sindicatos e partidos formados inteiramente por gente com bandeiras vermelhas. Esse é o Brasil. Bolivarianista.
Ricardo Gasparini