O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de liminar (caráter provisório) do Ministério Público que solicitava a prisão imediata de 175 suspeitos de compor a organização criminosa PCC.
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Escutas telefônicas em vários presídios revelaram planos de facção |
A Promotoria havia feito o pedido após uma decisão de primeira instância que não aceitou a denúncia contra 14 investigados e negou a prisão de todos os 175 supostos membros do PCC, identificados após uma série de interceptações telefônicas feitas nos últimos três anos.
Na decisão de 27 de setembro, o juiz Thomaz Corrêa Farqui alegou que o pedido dos promotores foi genérico, sem individualizar a conduta de cada um dos acusados. A denúncia, assinada por 23 promotores, mapeou a facção criminosa no Brasil e identificou seus principais chefes. Agora, com essa nova negativa do desembargador, a Promotoria terá de esperar o julgamento do mérito da questão, o que pode levar meses.