Sob pressão da bancada evangélica, o comando da Câmara determinou a extinção de uma subcomissão criada por deputados que abandonaram a Comissão de Direitos Humanos da Casa depois que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) foi escolhido presidente do colegiado.
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Parlamentares contrários à permanência de Feliciano, que foi acusado por ativistas de racismo e homofobia, se instalaram na subcomissão de Direitos Humanos e Minorias Culturais, ligada à Comissão de Cultura.
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 A subcomissão que era presidida por Jean Wyllys ( PSOL-RJ) foi questionada pelo deputado João Campos (PSDB-GO). O tucano argumentou que o grupo paralelo fere o regimento da Casa. Presidente da Comissão de Cultura, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou a decisão de extinguir a subcomissão. Ele disse que não houve irregularidade em seu ato.
"Não houve nenhuma violação. A Comissão de Cultura criou uma Subcomissão Permanente de Direitos Humanos, conflitando com a Comissão Técnica Permanente de Diretos Humanos", afirmou.
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Depois do resultado, o deputado Jean Wyllys atuante em causas em defesa dos direitos homossexuais realizou nesta quinta-feira (17) uma campanha nas redes sociais, em defesa da subcomissão e havia recebido mais de 4.000 tuÃtes de apoio até a publicação da matéria.Â
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 Na última quarta-feira (16), a Comissão de Direitos Humanos havia aprovado um projeto que dá a igrejas poder de barrar gays. O texto livra templos religiosos, padres e pastores de serem enquadrados na lei de discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças".
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O projeto, que segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça, altera uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena vai de um a três anos de prisão.Â
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