A ativista que participou do resgate dos cães em São Roque na madrugada de ontem também foi uma das que atuaram de forma ativa em uma das mais recentes histórias tristes envolvendo animais em Bauru. Foi o caso do canil de Tibiriçá, cujo inquérito está perto de ser concluído. O delegado garante que o proprietário do local será indiciado por dois crimes ambientais.
O canil, que fica no quilômetro 361 da rodovia Marechal Rondon, foi atuado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em janeiro depois que agentes encontraram alguns cães com a saúde debilitada, magros, com ferimentos e em precárias condições de higiene. No local, havia cerca de 70 cachorros.
A Polícia Civil vistoriou o canil e iniciou um inquérito. Dias depois, Fabiano de Lima, proprietário da chácara, apresentou-se. “O inquérito ainda não está concluído e não foi para o Judiciário. Já está com mais de 800 páginas e temos mais 30 dias para relatar à Justiça. Porém, posso adiantar que o proprietário será indiciado”, afirma o delegado responsável pelo caso, Dinair José da Silva.
Ele explica que indiciará Fabiano de Lima por dois artigos da Lei de Crimes Ambientais. Por conta dos maus-tratos, ele responderá pelo artigo 32, cuja pena prevista é de 3 meses a 1 ano e multa.
O outro artigo é o 61, que trata de “disseminar doença ou praga ou espécies que possam causar dano à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas”. Para este, a pena é de 1 a 4 anos de reclusão e também multa.
Por conta do adiantado da hora, não foi possível contatar Fabiano de Lima.