Todas as cidades do porte de Bauru, algumas até menores, orgulham-se de ter sua Academia de Letras. Existem até algumas privilegiadas, com prefeitos que lhes reconhece o valor e lhes concede um teto. A nossa Academia Bauruense de Letras, completando já seus dez anos de existência, ainda vive mendigando um teto.
Começou na sala da residência da nossa ilustre fundadora, dona Celina Lourdes Alves Neves. Ficou por algum tempo na sala de música do professor Élcio Pupo Ribeiro, um dos primeiros presidentes. Foi para um dos salões do Automóvel Clube, gentilmente cedido por seus sócios. Depois, foi para a Biblioteca Municipal de Bauru, também por gentileza do então secretário da Cultura. Atualmente, está se reunindo num dos salões do Sesi de Bauru, por nímia gentileza do seu diretor, pelo que somos muito gratos.
Em dez anos, ainda não conseguimos juntar dinheiro para comprar teto próprio, até porque procuramos sempre nos enriquecer, mas de cultura e, infelizmente, cultura não compra teto.
Nossa sugestão, aliás são duas, uma que o prefeito reconheça nosso valor e nos honre com a concessão de um teto, que pode ser um próprio da prefeitura que esteja em desuso, como fazem com as fazendas não produtivas para os trabalhadores sem teto (nós somos literatos sem teto) ou então que algum milionário bauruense, e sei que eles existem, nos doe uma de suas propriedades ( e ficarão livres do imposto) ou mesmo construa algo para nos abrigar. Em troca, seu nome será incluído no patronato da Academia, e assim ficará também imortal e participará da história de Bauru cultural.
Isolina Bresolin Vianna