07 de julho de 2026
Saúde

Conta-gotas


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Novo horário

O horário de verão brasileiro começou à zero hora de hoje em grande parte dos Estados brasileiros - incluindo São Paulo. Isso significa dormir e acordar uma hora mais cedo em algumas regiões, o que exige certa adaptação do ser humano. Segundo o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, o melhor sono ocorre duas a três horas depois de escurecer. E o hormônio regulador do sono, "melatonina", acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário.


Adaptação

"Para se adaptar ao novo horário, o ideal é evitar situações estimulantes no final da tarde ou na parte da noite", afirma, explicando que quanto mais estímulo, maior a dificuldade do organismo em relaxar. Ele observa que outros hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também sofrem variações durante o dia. Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas dadas pelo médico do HC.


Exercícios

"Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados", observa, citando ainda outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono. "O horário de verão não é única instância que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma", lembra.


Cuidados constantes

Para manter a saúde, esses cuidados com o sono devem ser constantes o ano todo. "Dificuldade de dormir ou de acordar pode predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas depois de acordar e, principalmente, na segunda-feira, dia que o estresse comumente aumenta", diz Lichtenstein. Ele lembra que o bom ambiente de sono envolve local silencioso, escuro e arejado.


Planos de saúde

Cerca de 94% dos associados aos planos de saúde no Brasil vivem nos 1.900 municípios com Índice de Desenvolvimento Humano por Municípios (IDHM) alto ou muito alto, que concentram 70% da população nacional. Cerca de 6% estão distribuídos nas 3.600 cidades com IDHM médio ou baixo, e representam 30% da população. Os números são de uma pesquisa feita pela Federação Nacional de Saúde Suplementar. As informações são da Agência Brasil.


Qualidade de vida

O índice de 2010, divulgado em julho deste ano pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, avalia a qualidade de vida da população por meio de características de renda, educação e longevidade. A pesquisa constatou que nos 44 municípios com IDHM muito alto a cobertura de planos de saúde chega a 51% da população, enquanto a média nacional é 23,7%. Nos municípios com índice alto, a cobertura é 27,6%. Nas localidades com IDHM baixo e muito baixo, a cobertura é próxima a 1%.


Mamografia pelo SUS

Em meio a tantas e constantes reclamações sobre o assunto "mamografia" - que em Bauru gerou, inclusive, manifestação pela melhoria do atendimento em Bauru -, o Ministério da Saúde divulgou estatísticas "positivas". Segundo o levantamento, o acesso de mulheres entre 50 e 69 anos ao exame feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 37% entre 2010 e 2012. Este público é considerado prioritário pelo Ministério da Saúde, pois depois dos 35, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente.


Detecção precoce

A mamografia é o instrumento que permite a detecção precoce do câncer, pois mostra lesões em fase inicial, ainda muito pequenas, medindo milímetros. O Instituto de Câncer (Inca) recomenda que o exame seja feito a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica. Segundo o Inca, o de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado precocemente, os resultados são razoavelmente bons.


4,4 milhões de exames

No total, foram feitos 4,4 milhões de mamografias pelo SUS, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Em 2012, o Ministério da Saúde investiu R$ 92,3 milhões para aumentar o acesso ao exame. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são altas, segundo o Inca, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.  No Brasil, este câncer é a segunda maior causa de morte de mulheres.


Após os 35 anos

Antes dos 35 anos, a doença é relativamente rara. Acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Em 2010, morreram 12.705 mulheres e 147 homens em decorrência do câncer de mama. Em 2011, foram 13.225  mortes pela doença. Segundo o Inca, evitar a obesidade, por meio de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama, pois o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença.


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