07 de julho de 2026
Ciências

Observatório

Alberto Consolaro
| Tempo de leitura: 1 min

Sono e Alzheimer - Durante a atividade normal do cérebro, os líquidos que circulam por ele acabam acumulando substâncias tóxicas resultante do metabolismo neuronal. Quando dormimos os líquidos circulam mais livremente e as substâncias tóxicas acumuladas são eliminadas. Por analogia, durante o sono haveria uma lavagem cerebral ou as serpentinas da cervejaria seriam limpas preparando-as para o dia seguinte. Provavelmente isto explica por que o sono é fundamental para a sobrevivência em quase todos os animais. Entre as substâncias levadas do cérebro durante o sono estão as beta-amiloides que se associam aos príons e ficam permanentemente no local, intoxicando os neurônios e induzindo o Alzheimer, também associada à distúrbios do sono. A pesquisa, foi liderada por Lulu Xie na Universidade de Rochester e publicada na revista “Science”.


Antecipando-se ao Alzheimer - Os príons são proteínas que se acumulam no interior dos neurônios atrapalhando suas funções ou “degenerando-os”. Os príons são advindos de outras proteínas normais que se modificariam molecularmente quando se unem a substâncias como os beta-amiloides. Pesquisadores do A.C. Carmargo Cancer Center observaram que os príons quando unem-se antes com outras proteínas como a STI1 protegem os neurônios de agressões como parte da sua fisiologia, em artigo publicado no “Journal of Neuroscience”. Agora testarão se podem antecipar no laboratório a união dos príons com a proteína STI1, antes de se ligarem às substâncias tóxicas beta-amiloides para que este mecanismo possa ser usado como terapêutica de pacientes com Alzheimer, doenças da vaca louca e outras neurodegenerativas, revertendo os efeitos nocivos, disse Vilma Martins à imprensa, diretora de pesquisa do A.C. Camargo.