08 de julho de 2026
Nacional

Exército ocupa área de leilão do pré-sal

Folhapress
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O clima de disputa levantado pelo leilão do campo de Libra fez com que o governo montasse uma operação de guerra para assegurar o evento, seja no esquema de segurança, seja no plantão contra tentativas de derrubar o certame na Justiça.

Uma força-tarefa da AGU (Advocacia-Geral da União) monitora, desde sexta-feira passada, pedidos de suspensão do leilão do pré-sal. Até a noite de ontem, 24 já haviam sido apresentados; o governo obteve decisões favoráveis em 18 e aguardava o resultado nas outras 6.

Como as ações foram apresentadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e na Bahia, a AGU computa como decisão favorável não só aquela em que o juiz nega o pedido de suspensão do leilão, mas também os casos em que a decisão é remeter os autos para o Rio, onde o primeiro processo contra a concorrência foi apresentado e negado.


Exército na rua

Desde ontem, homens do Exército montavam guarda na Barra da Tijuca, onde fica o hotel Windsor Barra, local do leilão, equipados com escudos, armas e capacetes.

Uma embarcação da Marinha patrulhava a costa.

Ao todo, 1.100 homens devem participar do esquema de segurança, entre militares, policiais e funcionários públicos. A principal preocupação é a de que ocorram manifestações violentas.

Grupos que usam a tática black blocs estão convocando pelas redes sociais um ato unificado a partir das 10h, na praia da Barra da Tijuca.

A avenida Lúcio Costa, que passa em frente ao hotel, ficará aberta apenas para pessoas credenciadas para o leilão e moradores da região.

O acesso à areia da praia em frente ao hotel também estará proibido.

Durante o dia de ontem, petroleiros que entraram em greve em protesto contra o leilão de Libra mantiveram, pelo quarto dia a paralisação.