A recente recuperação da balança comercial deve garantir um superávit pequeno de cerca de US$ 2 bilhões no final de 2013, acredita o setor privado. Os empresários revisaram a previsão anterior de déficit, mas chamam a atenção para o fato de que o resultado será puxado pela pauta de produtos básicos, inclusive o petróleo bruto, e por transações da Petrobras envolvendo a venda de plataformas de petróleo e gás para subsidiárias no exterior, sem que elas deixem o país. Apesar de dentro da lei, essas operações não são exportações efetivas.
O setor privado defende investimento na competitividade principalmente dos produtos industrializados, que encerrarão o ano com déficit.
A balança comercial teve resultados fracos este ano, principalmente em função da redução nas exportações e aumento das importações de petróleo. Houve parada programada para manutenção de algumas plataformas.
Com o início da normalização da produção, aliado às transações envolvendo plataformas de extração de petróleo, à venda da safra recorde de soja, ao aumento do preço do minério de ferro e ao dólar valorizado, os resultados começaram a melhorar. Em setembro, houve superávit de US$ 2,147 bilhões, o segundo maior de 2013. A partir da segunda semana de outubro, o saldo negativo acumulado de US$ 1,6 bilhão foi revertido e agora há superávit de US$ 964 milhões.
“Será um superávit graças exclusivamente aos produtos básicos. Mas o que realmente virou a balança foi a questão das plataformas. Sem as plataformas, teríamos um déficit comercial. A gente tem que considerar que é registrado como exportação, é uma operação legal. Mas de forma geral, está caindo (a exportação de) manufaturados”, destaca José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).