A Câmara dos Deputados pode instalar nos próximos dias uma comissão para investigar denúncias de maus-tratos de animais pelo Instituto Royal, em São Roque (66 km de SP).
Ativistas em defesa de animais retiraram, na sexta-feira, 178 cães da raça beagle usados para pesquisas legais no instituto. Eles acusam o laboratório de maus-tratos. O laboratório nega e classificou a atitude deles como "terrorismo".
Após a ação, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) entrou em contato com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pedido que a Casa discutisse a questão. Protógenes deve apresentar um requerimento pedido a criação de uma comissão externa para acompanhar o caso e debater regras sobre pesquisas. Pelo twitter, Protogenes afirmou que as declarações dos diretores do instituto são "absurdas".
Segundo a assessoria da Câmara, se o pedido de criação da comissão for oficializado, Eduardo Alves deve determinar a instalação do grupo.
As pesquisas do Royal são encomendadas, em geral, para empresas farmacêuticas. Os cães são usados para verificar a existência de reações adversas (como vômito, diarreia e convulsões) de medicamentos que serão lançados.
A invasão era prometida desde agosto do ano passado. Na ocasião, a reportagem esteve no local para verificar as condições dos animais. Após esperar por quase uma hora, foi autorizada a entrar e mostrada a 66 animais, mantidos no canil que estava limpo e climatizado no momento.
Agora, os ativistas agora estão mobilizados pelo fechamento definitivo do Instituto Royal. No último sábado, black blocs infiltraram um protesto de defensores dos animais realizado nas proximidades do Instituto Royal.
O ato, na altura do km 55 da rodovia Raposo Tavares, terminou com uma viatura da PM e dois carros da TV TEM, afiliada da TV Globo, incendiados; seis pessoas presas e pelo menos outras seis, feridas por balas de borracha.