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A partir de 2 de janeiro, planos de saúde deverão garantir a cobertura de 37 medicamentos orais para o tratamento de câncer (veja quadro). Após lançar consulta pública sobre o tema, há cinco meses, o governo anunciou ontem a lista de procedimentos que devem ser garantidos pelas operadoras. Essa revisão da cobertura mínima é feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a cada dois anos.
Ao todo, são 87 novos procedimentos médicos e odontológicos. Entre eles estão, por exemplo, 28 cirurgias por vídeo, novas indicações para o exame PET scan (usado no diagnóstico de câncer) e aumento do número de consultas com profissionais como nutricionista e psicólogo. A medida deve beneficiar 42,5 milhões de usuários de planos de saúde de assistência médica e 18,7 milhões de consumidores de planos exclusivamente odontológicos.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) defendeu a oferta dos remédios alegando que isso dará mais qualidade de vida aos pacientes. “Cada plano de saúde pode ter sua forma de distribuição. Alguns podem fazer ressarcimento - o paciente paga e depois recebe - ou se associar com distribuidoras e farmácias”, explicou.
O diretor-presidente da ANS, André Longo, afirmou que o aumento da cobertura obrigatória não deverá refletir em aumento de preços. “Os impactos sobre o reajuste das mensalidades têm sido, na série histórica, pequeno. O maior já visto foi de 1,1% (em 2011)”, afirmou.
Longo disse ainda que alguns procedimentos tendem a diminuir o tempo de internação e que a compra em maior quantidade dos remédios também barateia o valor final pago ao fabricante. “É uma redução de custo com impacto benéfico na saúde dos pacientes. A medicação oral oferece maior conforto ao paciente e reduz a necessidade de tratamento em clínicas e hospitais.” Ele disse que a medida deve reduzir as ações judiciais para acesso aos remédios.
Serviço
Para confira a lista completa com os procedimentos, acesse a página da ANS na Internet www.ans.gov.br e clique no link.