09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Registro profissional para área de informática


| Tempo de leitura: 2 min

Na era da tecnologia e da informação em que estamos engajados, temos que ficar atentos aos falsos profissionais que estão atuando no mercado. A fim de evitar fraudes cibernéticas, não existe um conselho profissional para fiscalizar os profissionais atuantes no mercado. O fator preocupante deste avanço tecnológico são as inovações na era da tecnologia e de informações pessoais. Todos os dias novos estudos estão sendo realizados na informática com a intenção de novos periféricos para auxiliar na saúde como monitoramento ou próteses feitas em impressoras 3D. Em tempos remotos, o computador era usado apenas para diversão, não se envolvendo em outras ciências como a da saúde.

O preocupante é o fato de haver uma simples pergunta: não se ouve falar em aprovação de OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre a homologação destas inovações que vão desde aparelhos para monitoramente de pressão, caloria gasta, até aparelhos mais complexos.

Até que ponto podemos confiar nestas tecnologias sabendo se foram ou não desenvolvidas corretamente por um profissional gabaritado da área de informática, sendo que o mesmo não possui um registro profissional para fiscalização e consulta pública para verificação de sua veracidade. Não podemos tirar o mérito dos profissionais autodidatas ou aqueles que por muitos anos se dedicaram em um carreira técnica ou acadêmica na informática. O profissional, assim como advogado, dentista, médico e outras profissionais, são avaliados por uma prova, certificando o profissional gabaritado.

Antigamente não era necessário tal registro profissional, por não envolver saúde ou informações sigilosas, mas chegamos ao ponto que estamos mexendo com vidas e segurança ocasionando falhas podendo ate matar por uma informação ou vulnerabilidade do sistema desenvolvido. Imagine nos próximos anos quando já projetam carros dirigidos por computadores. Um sistema, por não ter segurança, pode sofrer ataque de vírus levando a conseqüências trágicas e não poderemos por a culpa no profissional por não haver responsável.

Assim como o engenheiro é indiciado na falha de construções, por que não indiciar o responsável por uma falha do sistema ou periférico mal construído. Se houver uma categoria profissional, os sistemas serão mais seguros e as inovações muito mais testadas antes de serem lançadas no mercado, visto que o profissional que assinou o projeto poderá ser responsabilizado.

Ramsés David Yshizuka