11 de julho de 2026
Nacional

Senado aprova projeto que manda plano cobrir medicamento oral contra câncer

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O Senado aprovou ontem projeto que inclui entre as coberturas obrigatórias dos planos de saúde os tratamentos de uso oral para o câncer. O projeto agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Embora essa cobertura já esteja prevista pela Agência Nacional de Saúde (ANS), os senadores querem transformá-la em lei para forçar os planos a cumprirem a regra. “Agora deixa de ser possibilidade, passa a ser um direito”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O projeto determina o fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar de uso oral, incluindo remédios que controlem os efeitos adversos relacionados ao combate ao câncer.

Também prevê cobertura de procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia que estejam relacionados à continuidade da assistência prestada durante internação hospitalar.

O projeto não estabelece a lista de medicamentos que devem ser fornecidos pelos planos, mas determina que sigam protocolos da ANS - o que na prática mantém com a agência o poder de decidir o que deve entrar no rol de cobertura.

A agência incluiu, anteontem, 87 novos procedimentos de cobertura obrigatória dos planos de saúde, individuais e coletivos. Entre eles estão 37 medicamentos orais de combate ao câncer - de mama, estômago, fígado, intestino, rim, testículo, útero e ovário.

A cada dois anos, o órgão revisa a lista mínima de procedimentos cobertos pelas operadoras. A expectativa é que a medida beneficie 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica e outros 18,7 milhões de consumidores com planos exclusivamente odontológicos.

Pelo projeto, as coberturas dos planos de saúde terão que ser objeto de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, revisados periodicamente, publicados pela ANS.