11 de julho de 2026
Esportes

Yayá Touré disse que a Costa do Marfim boicotará a Copa na Rússia se racismo continuar

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Divulgação

Yayá Touré - Capitão do City e da seleção da Costa do Marfim perdeu a paciência contra atitudes de torcedores racistas em estádios na Rússia

O meio-campista Yayá Touré, do Manchester City e da seleção de Costa do Marfim, disse que haverá um boicote de jogadores contra a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, se o país-sede não tomar medidas de combate ao racismo.

Na quarta-feira (23), ele acusou torcedores do CSKA Moscou de o perseguirem com cânticos racistas durante o jogo diante do City, pela Liga dos Campeões da Europa. Apesar de reclamar com o árbitro, não aconteceram as medidas previstas para se reagir à discriminação.

"Se não estamos tranquilos para vir jogar o Mundial na Rússia, não viremos", disse o capitão da equipe inglesa.

O treinador do Chelsea, o português José Mourinho, afirmou que um boicote não é a maneira de combater o racismo no futebol, e que seriam punidos bilhões de torcedores por causa do "comportamento vergonhoso" de alguns milhares.

O presidente da Uefa, Michel Platini, instaurou uma investigação interna para saber por que o árbitro romeno Ovidiu Hategan não adotou o protocolo antirracismo.

Em caso de ofensas raciais, a partida deve ser paralisada e o serviço de som do estádio deve solicitar que essas manifestações parem. Se elas se repetirem, o árbitro é orientado a interromper a partida e os dois times têm ir para o vestiário. Se o comportamento da torcida se mantiver, suspende-se o jogo.

O resultado da investigação e uma eventual punição ao clube russo estão previstos para o dia 30.

O CSKA se defendeu, nesta quinta-feira (24), alegando que não houve qualquer comportamento racista de sua torcida.