09 de julho de 2026
Esportes

Série B: Fim do calvário


| Tempo de leitura: 3 min

Chegou ao fim ontem o calvário do Palmeiras na Série B. Depois de mais um ano de pesadelo longe da elite, os torcedores finalmente puderam comemorar a ascensão do clube novamente entre os grandes do futebol brasileiro. O futebol apresentado e o empate por 0 a 0 diante do São Caetano, ontem à tarde, não fizeram jus à campanha quase perfeita da equipe, mas foi o suficiente para levar ao delírio os mais de 30 mil torcedores que estiveram no Pacaembu e viram o time paulista subir à Série A com seis rodadas de antecedência.


Dez anos depois de vencer a Série B pela primeira vez, em 2003, o Palmeiras também deu mais um passo para se sagrar campeão da competição na atual temporada. São 69 pontos até o momento, na liderança disparada da tabela, nove à frente da Chapecoense, que está na vice-liderança.


Com o acesso confirmado, o time de Gilson Kleina deve ter mais tranquilidade nas últimas rodadas para buscar a conquista. “Não foi como a gente queria, mas voltamos”, disse Valdivia, ao final do jogo.


O jogo


O clima de festa já imperava desde antes do apito inicial, com a participação de grandes ídolos da história do Palmeiras na entrada em campo. Valdir de Moraes, Rosemiro, Alfredo, Amaral, Edu Bala, Dudu, Leivinha, Ademir da Guia, Edmundo, Evair, Cesar Maluco e Marcos participaram das festividades e entregaram aos jogadores as novas camisas da equipe, na cor amarela, em homenagem à Seleção Brasileira.


Empurrado pela torcida, o Palmeiras começou sufocando o São Caetano e buscando resolver logo a partida. Aos seis minutos, Vinícius recebeu pelo meio, com espaço, e arriscou, parando na boa defesa de Rafael Santos. Mas, talvez pela ansiedade, o time da casa passou a errar muito e viu o adversário crescer.


Aos 37 minutos, o Palmeiras perdeu chance inacreditável. Após chute errado de Ananias, Alan Kardec desviou de cabeça e a bola sobrou para André Luiz, que, de frente para o goleiro, se atrapalhou e não conseguiu finalizar. A sobra, então, ficou com Henrique, que cortou o adversário e encheu o pé, por cima.


Um minuto depois, aconteceu o lance mais polêmico da partida. Alan Kardec recebeu enfiada de Valdivia e tentou driblar Rafael Santos, que tocou na bola. Wilson Luiz Seneme errou e marcou pênalti. Quando o próprio Kardec já se posicionava para bater, o árbitro foi chamado pelo assistente Carlos Augusto Nogueira Junior, que relatou o erro, o que fez com que Seneme voltasse atrás.


Ao contrário do primeiro tempo, o time da casa não permitia a reação do adversário e seguia chegando com perigo na segunda etapa. Aos nove minutos, o goleiro Rafael Santos quase marcou contra, após se atrapalhar em cruzamento de Juninho.


Eder ainda tentaria de longe, aos 40 minutos, e novo crescimento do São Caetano parecia assustar a torcida, que diminuiu o volume e parecia acuada. Mas o anúncio de que o Joinville havia vencido o Paraná, resultado que daria o acesso ao Palmeiras mesmo com uma derrota, fez os torcedores relaxarem. Ao apito final, no entanto, um misto de aplausos e vaias tomou conta das arquibancadas.