10 de julho de 2026
Geral

Estudante perde exame do Enem por 10 segundos na USC

Rita de Cássia Cornélio com Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Por dez segundos o estudante Lucas perdeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado ontem na Universidade do Sagrado Coração (USC). Ele chegou apressado, mas o portão já tinha fechado e por mais insistente que fossem os pedidos, o portão não foi aberto.


Cabisbaixo, o estudante que se identificou apenas como Lucas lamentou o atraso. Ele justificou que não conseguiu chegar a tempo a pé por conta de seu carro ter apresentado defeito. Pouco depois, mais três estudantes chegaram e não conseguiram entrar.


O portão foi fechado às 13h do horário de verão. O exame com duração de quatro horas e meia é mais de resistência do que de conhecimento, na opinião da estudante Mônica Angelo da Costa Perin, de 19 anos.


“Estou preparada, mas o exame do Enem é uma prova de resistência, muito cansativa. Pode ser comparado ao dia do vestibular. O forte calor também atrapalha os estudantes. Pretendo prestar vestibular para engenharia química.”


Este ano mais de sete milhões de estudantes se inscreveram para o exame que prossegue hoje. O Enem foi criado em 98 e é considerado a principal porta de entrada para o ensino superior.  Segundo dados não oficiais, em Bauru cerca de 10 mil estudantes se inscreveram.


A estudante Larissa Souza, 18 anos, vai prestar vestibular para o curso de engenharia mecânica, mas não estava muito confiante no exame de ontem. “Espero conseguir uma boa nota, mas não estou confiante porque não estudei o suficiente.”


Já o estudante José Gabriel Azevedo Tardino, 19 anos, foi prestar as provas na esperança de conseguir uma boa nota. “Pretendo fazer engenharia civil.”



Movimentação


Próximo à USC, meia hora antes de fechar os portões, a avenida Duque de Caxias estava congestionada a partir da quadra 18, sentido centro/bairro. Ônibus de cidades vizinhas e muitos carros e motos disputavam um espaço para parar e deixar os estudantes na porta da universidade.


O forte calor cooperou para a venda de água. Para quem esqueceu o lápis, caneta e borracha, um ambulante esteve a posto oferecendo o produto, assim como o vendedor de espetinho e refrigerante que facilitou a vida de quem ainda não tinha se alimentado.

 

‘Prova foi cansativa’, diz aluna

A estudante Júlia Klein, 17 anos, classificou a prova de ontem como cansativa. “Foi mais cansativa do que difícil. Acho que amanhã (hoje) matemática vai estar bem difícil, sempre complica para a maioria das pessoas”, comentou a aluna, que estuda em um colégio particular de Bauru e quer fazer Ciências Biológicas no ano que vem.


Já Matheus Guilherme Prudente, de 18 anos, quer mudar de faculdade. Atualmente ele cursa design em Bauru, mas quer ir para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eu achei a prova fácil, mas a linguagem estava bem reflexiva, tinha que interpretar bastante em todas as questões. Principalmente em história e geografia, que tinha respostas parecidas, tinha que pegar e ler de novo, pra chegar em uma resposta final”, apontou o jovem. “Acho que quem está desde o começo do ano vai conseguir uma boa pontuação”, destacou.