08 de julho de 2026
Nacional

Suspeito de agredir coronel da PM em protesto é detido

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22 anos, suspeito de ser um dos agressores do coronel da PM Reynaldo Simões Rossi estava detido, ontem, no 2.º Distrito Policial (Bom Retiro), na região central de São Paulo.


Santos foi detido junto com outras 91 pessoas que participaram da manifestação no terminal Terminal Dom Pedro II, na noite de anteontem.


De acordo com a Polícia Civil, o suspeito continua preso porque foi identificado através de imagens.


O jovem deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória amanhã.


Os outros detidos foram liberados durante a madrugada de ontem. Um grupo que estava do lado de fora da delegacia comemorava a cada manifestante libertado.


O coronel foi espancado por um grupo de cerca de dez manifestantes adeptos à tática “black bloc” - que pregam o dano a patrimônio como protesto -, durante o ato que terminou em confronto e vandalismo na região central de São Paulo, anteontem.


O policial foi atingido na cabeça e teve a clavícula quebrada. A arma do coronel foi roubada durante o ato. Levado para o Hospital Clínicas, ele teve alta ontem.

 

Dilma: ‘barbáries antidemocráticas’

A presidente Dilma Rousseff classificou ontem de “barbáries antidemocráticas’’ as ações dos “black blocs’’ que, nas palavras dela, agrediram “covardemente’’ o coronel da PM Reynaldo Simões Rossi em São Paulo.


Pelo twitter, a presidente condenou atos de vandalismo durante as manifestações, cobrou punição dos “abusos’’ pela Justiça e se colocou à disposição do governo de São Paulo.


“São barbáries antidemocráticas. A violência cassa o direito de quem quer se manifestar livremente. Violência deve ser coibida’’, escreveu. Numa sequência de seis mensagens, Dilma disse ainda: “Agredir e depredar não fazem parte da liberdade de manifestação. Pelo contrário.


A presidente também escreveu que presta solidariedade ao coronel Rossi, “agredido covardemente anteontem por um grupo de ‘black blocs’ em SP’’.


O coronel foi atacado por um grupo de cerca de dez manifestantes adeptos à tática “black bloc’’ - que pregam o dano a patrimônio como protesto -, durante o ato que terminou em confronto e vandalismo na região central de São Paulo, na noite de anteontem.


O policial foi atingido na parte de trás da cabeça e teve a clavícula quebrada. Ele recebeu alta na manhã de ontem.


“As forças de segurança têm a obrigação de assegurar que as manifestações ocorram de forma livre e pacífica’’, reiterou Dilma.


Desde o início das manifestações, que começaram em junto, a presidente tem condenado as ações violentas que se espalharam pelo País. Ela, por mais de uma vez, repudiou os atos de vandalismo.