"Prazer em revê-los! Prazer maior ainda em revê-las!", "São conflitos ideológicos!" ou "É cu lápis ou cá caneta?". Estes são alguns dos bordões conhecidos pelos alunos de Isaias Daibem. Professor de coração, que só deixou as salas de aula quando a legislação em detrimento da idade não o deixava mais lecionar.
Professor, sonhador, combatente pelo socialismo, amante de um mundo justo, igualitário, livre e pautado nos laços fraternais entre as pessoas, ideais esses defendidos pela Revolução Francesa, os quais eram palavras de ordem em suas aulas.
Um duplo combatente, militante em sociedade e militante em sala de aula, que lutava diariamente pela politização de seus alunos para que eles pudessem protagonizar os rumos deste País. Fazia isso por gosto e não por obrigação ou por meio de sobrevivência. Professor, sim, um eterno professor, que nos ensinou a olhar para o mundo em meio a tanta individualidade e tremer de indignação contra qualquer injustiça cometida a qualquer pessoa.
Isaias não viveu o suficiente para ver um mundo transformado de acordo com seus ideais socialistas, mas a sua maior obra foi modificar os ideais de seus alunos. Sendo assim, ele não vivenciou um mundo melhor, mas tornou as pessoas seres humanos melhores.
Nós agradecemos ao professor Isaias Daibem por parte do que somos hoje, e também lembramos de algo que ele nos dizia em sala de aula: "O dia em que eu morrer, vocês vão dizer: Aí vai um inconformado!".
Então, agora dizemos: Aí vai um inconformado! Inconformado com o injusto modelo de sociedade na qual vivemos. "O professor deve ser colocado entre nós em uma tal condição em que ele nunca esteve, não está, nem nunca poderá estar numa sociedade burguesa." (Lenin).
Assinam seus eternos alunos Lucas Faccin Basso; Lucas Simões e Tales de Freitas