Lendo o editorial de hoje, 24 de outubro, do autor Reinaldo Cafeo, o competente e honesto economista, eu me questiono sobre o que seria necessário para tornar viáveis e completas todas as grandes obras pretendidas pelo governo, que, infelizmente, permanecem, em grande parte, incompletas. E, pior ainda, sucateando, jogando no lixo, grande parte da quantia astronômica de dinheiro de impostos pagos por nós todos.
Essa quantia fabulosa, mostrada pelo economista, indica que dinheiro para a realização das obras necessárias existe. Então, o que falta mesmo é a competência e a honestidade daqueles que se propõem a executá-las.
Quando planejam a obra, aqueles que forem competentes, saberão de quanto vão precisar, farão o cálculo do tempo e de todos os possíveis embaraços, que quem sabe mesmo das coisas, pode prever e assim haverá a possibilidade, se agirem com honestidade, de levar a obra, seja ela qual for, a bom termo. E até se um embaraço maior surgir, o competente saberá providenciar para que a obra siga em frente até o final.
Mas, se no meio do caminho, ou até mesmo antes, faltar honestidade, mesmo o competente, é tentado e trata de apropriar-se indevidamente com "jeitinhos" (o político brasileiro é mestre em "jeitinhos").
Em tempos passados, havia um famoso político de quem diziam: "rouba mas faz", o que é menos prejudicial do que aquele que mesmo roubando não conclui a obra e ainda a sucateia, fazendo perder-se até o pouco que já houvera feito.
Que surjam, se Deus quiser, políticos honestos e empresários competentes para que toda essa dinheirama que pagamos de impostos seja melhor aproveitada, em favor de todos nós, os que pagamos e bem pago, por essas mesmas necessárias obras.
Isolina Bresolin Vianna - ABLetras - cad.12