08 de julho de 2026
Gastronomia

Hot Dog

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 5 min

É divertido assistir Tatá Werneck e Elizabeth Savalla contracenando em "Amor à Vida" e se entupindo de hot-dogs. Lanche que foi parar até mesmo na penitenciária em que Atílio cumpriu pena por bigamia por ter casado com Márcia, a Tetê Parachoque-Paralama depois de uma amnésia.

Dá uma fome danada. Aqui em Bauru são famosos os "tiozinhos" e "tiazinhas" que capricham no lanche. Ao redor do Confiança Max, da antiga Associação Luso-Brasileira e nas pracinhas onde todos se encontram. Franquias de grandes redes, como a Old Dog, foram abertas por aqui. Prova de que o lanche agrada a maioria. Principalmente crianças.

Eu, particularmente, não sou lá muito fã de sanduíches, mas confesso que, às vezes, abuso dos hot dogs. Geralmente em viagens. Lá nos Estados Unidos eles têm um sabor ainda mais especial. Diferente. Não sei se por conta do apetite que cresce quando estamos viajando, em férias, ou por conta de tantas andanças.

Aquela salsicha magrinha que lembra mais uma linguiça de carne suína pura tem algo diferente na composição. Um convite para quem veio de longe e sabe que cachorro-quente ou hot-dog é uma comida típica dos Estados Unidos. Servida em pão de leite ou sovado.

Aqui a gente prefere salsicha com maionese, mostarda e catchup. Lá não falta molho agridoce, picles à base de pepino e, dependendo do lugar e do dono do estabecimento, chucrute (repolho azedo) e chili, espécie de massa de feijão com carne moída picante.

Purê do papai

Meu pai me ensinou a servir o lanche com purê de batata. Acaba sendo uma refeição completa. Em Minas Gerais, o pessoal vai além, complementando com milho verde e batata palha. Na Paraíba, entra até carne moída e verdura por cima da salsicha.
Há quem prefira apenas como acompanhamento cebola e molho de tomate, preservando o sabor da salsicha. Os romanos já conheciam as salsichas. Veja como o negócio de Tetê Para-lama vem de longe...

Embutiam carne macerada de porco, misturada a pimentas, salsinha, sálvia e outras especiarias.

Salsisium vem de salsus, "salgado".

Alemães e austríacos tornaram-se campeões na matéria misturando salitre à carne de boi (peito) moída com partes menos nobres do porco.


O basset e o beisebol

A expressão hot-dog surgiu em 1990 num estádio de beisebol, nos Estados Unidos. O vendedor de refrigerantes imaginou vender sanduíches de salsicha quente, nos dias frios. Fez sucesso estimulando a freguesia com seus gritos "Get?s while they?re hot". Aproveitem enquanto elas estão quentes!

Um cartunista, Tad Dorgan, inspirou-se num cão basset para ilustrar a matéria sobre a novidade. Daí o "hot-dog".

Nos Estados Unidos, hot-dog é tão popular como nossa pipoca ou pastel de feira. Milhões de sanduíches são vendidos em todos os cantos. Contam que quem deu grande impulso nas vendas foi um judeu, Charles Feltman, que distribuiu "frankfurters" (o nome das salsichas por lá) a médicos devidamente vestidos com trajes brancos.

Jogada de marketing para que a população aprovasse o lanche. Afinal, se os homens de jalego comiam, todos poderiam fazê-lo.


Cozidas ou fritas

Quando estou só e bate aquela vontade de comer alguma coisa salgada, rápida, à noite, e tenho na geladeira salsicha da Sadia ? prefiro a Viena, magrinha, pura - coloco no micro-ondas. Fica dura, mas saborosa.

Mas a maioria prefere consumir hot-dogs com a salsicha cozida. Nos carrinhos de hot-dog elas são previamente cozidas e depois vão à chapa para serem cortadas. Por cima molho a critério do freguês, cebola, tomate, quem sabe rodelas de pimentão e molho a gosto.

Como não há ainda carrinhos com geladeira, cuidado com a maionese. Exija, se não abrir mão, os sachês lacrados. Para o lanche ficar ainda mais apetitoso, recomenda-se aquecer levemente o pão, apertando-o na chapa. Aquela crocância torna o hot-dog ainda mais saboroso.

Hot-dog com purê

1 pacote de salsichas

Água o suficiente para aferventá-las

1 lata de Salsaretti tradicional

Complemento

4 batatas grandes cozidas

1 xícara (chá) de leite

1 colher (sopa) de margarina

Sal a gosto

Pão de leite

Salsinha para polvilhar

Afervente por uns 5 minutos as salsichas em água fervente. Escorra. Volte à panela com a lata de Salsaretti tradicional e deixe cozinhar bem em fogo brando até amolecerem.

Passe as batatas cozidas pelo espremedor de batatas ainda quentes. Coloque a margarina em uma panela, coloque as batatas cozidas e mexa bem. Adicione o sal. Coloque aos poucos o leite, até ficar bem cremoso. Assim que começar a pular, desligue a chama. Polvilhe a salsinha.

Abra ao meio os pães e recheie com o purê, salsichas e o molho de tomate. Aqueça o sanduíche em uma frigideira ou chapa e sirva.

Hot-dog com cebola

1 pacote de salsicha

Água para aferventar

2 cebolas fatiadas bem finas

4 tomates fatiados bem finos

1 pimentão vermelho, amarelo ou verde em fatias bem finas

Afervente a salsicha e reserve.

Leve para dourar em uma frigideira a cebola, o tomate e o pimentão. Abra os pães, passe maionese e recheie com as salsichas aferventadas cortadas ao meio e o molho. Aqueça os sanduíches, virando-os dos dois lados e sirva.


Hot-Dog com milho verde

1 pacote de salsicha

Água para aferventar

Molho de tomate (Salsaretti ou caseiro)

1 lata de milho verde Boundelle a vapor

Batata palha a gosto

Coloque azeite de oliva em uma panela, cebola e alho a gosto e despeje o preparo de tomate.

Deixe encorpar.

Afervente as salsichas, escorra e adicione o molho pronto de tomate ou o caseiro até amolecer e o molho engrossar. Recheie o pão com as salsichas cortadas ao meio, coloque molho a gosto, adicione milho verde e as batatas palhas. Feche, leve a uma frigideira ou chapa para aquecer e sirva.


Nos Estados Unidos o hot-dog ficou conhecido através de um imigrante alemão, Charles Feltman, que levou a salsicha aos EUA em 1880

Até 1904, nos EUA a salsicha era servida dentro de uma luva de algodão para que os fregueses não queimassem suas mãos. Como a maioria não devolvia a luva ao vendedor, um deles inovou, passando a servir a salsicha dentro do pão

O hot-dog surgiu em Frankfurt, na Alemanha, em 1852, quando um açougueiro resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro dachsund