A privatização de Libra supera em muito a soma de tudo o que foi privatizado pelo governo FHC. O consórcio vencedor poderá descontar partes dos custos investidos, a parcela do petróleo que de fato ficará com a União será metade da anunciada. Mais de 60% do petróleo de Libra irá para o exterior, inclusive para a Shell, que perfurou o campo em 2011, não achou petróleo e o devolveu.
Todo país precisa de investimentos privados, que já deu provas de que mais enriquece a população do que empobrece. Mas o combustível que move a nossa presidenta é ideológico e provoca uma crise de confiança entre seu governo e empresários, inibindo investimentos necessários ao país. O que se esperar de uma presidenta que no caso de Libra mostrou-se atrapalhada com um discurso contraditório antiprivatista?
Carlos Iunes - Professor