A OGX fechou nesta quarta-feira (30), um acordo para a venda da fatia de 66,7% que possui na OGX Maranhão, que explora campos de gás na bacia do Parnaíba, por cerca de R$ 330 milhões.
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Foto/Reuters |
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Com o acordo fechado, nesta tarde, a empresa de Eike visa ganhar "fôlego" |
O acordo, que consta do processo de recuperação judicial da petroleira, protocolado nesta tarde, está sujeito à aprovação do juiz e, por isso, não significa uma injeção imediata de recursos para a OGX.
A operação envolverá um aumento de capital na OGX Maranhão, que permitirá a entrada de dois sócios no negócio, um estrangeiro e um nacional, segundo apurou a reportagem.
A Eneva (ex-MPX), que detém 33,3% do empreendimento, e a OGX não irão participar do aumento de capital e serão diluídas.
Também faz parte do acordo a venda da participação da OGX na subsidiária OGX Maranhão, por R$ 200 milhões. O negócio, contudo, depende da aprovação do juiz que acompanhará o processo de recuperação da empresa, protocolado nesta quarta.
Se o aumento de capital for bem sucedido, a OGX Maranhão teria fôlego para pagar a dívida que tem com a OGX, avaliada em cerca de R$ 130 milhões.
A entrada de dois sócios na operação foi fundamental para que o acordo fosse fechado. A Eneva não possui dinheiro suficiente para fazer a aquisição e tocar sozinha os investimentos necessários no projeto, apurou a reportagem. Com o dinheiro novo injetado pelos sócios, a OGX Maranhão terá recursos para desenvolver os seus projetos. A empresa também está com seu caixa deteriorado, por conta dos problemas enfrentados pela OGX.
Os principais detalhes da venda foram fechados durante esta madrugada entre as equipes das duas empresas, mas o acordo só foi finalizado no fim da tarde.
Bancos
Também foi fechado um acordo com os bancos credores do empreendimento para a rolagem da dívida de R$ 600 milhões da OGX Maranhão. O empréstimo, que venceria em janeiro do ano que vem, agora deve ficar apenas para janeiro de 2015.
A OGX precisa muito de dinheiro novo para seguir operando enquanto está em recuperação judicial. Nas contas da própria petroleira, ela ficará com caixa negativo de cerca de R$ 95 milhões (US$ 43 milhões) na última semana do ano. A expectativa das pessoas envolvidas no negócio é que o acordo seja aprovado, pelo menos parcialmente pelo juiz, e que esse dinheiro esteja disponível para a OGX em dezembro.
O processo de recuperação judicial protege legalmente a OGX, que pode suspender temporariamente seus pagamentos enquanto prepara um plano de reestruturação. Nesse intervalo, ela não pode quebrar. Por isso, o dinheiro da venda da OGX Maranhão é tão importante. Procuradas, Eneva e OGX não comentaram o assunto.