Uma passeata que começou hoje (31) em frente ao Fórum do Rio, no Centro da cidade, percorreu a avenida Rio Branco, passou pela Cinelândia, seguiu pacífica até os Arcos da Lapa. Apesar do forte aparato policial montado para o ato, os policiais evitaram intervir, revistar ou obrigar os manifestantes que estavam mascarados a descobrirem o rosto.
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Tomaz da Silva/Divulgação |
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O protesto foi batizado de Grito da Liberdade, Nada Vai Calar as Ruas |
O protesto batizado de Grito da Liberdade, Nada Vai Calar as Ruas tem a participação de atores conhecidos de televisão e cinema e o apoio de cerca de 50 entidades e coletivos, incluindo dezenas de artistas de rua.
Faixas com os dizeres Onde Está Amarildo e Aldeia Maracanã Resiste foram penduradas no alto dos Arcos da Lapa, juntamente com outra pedindo a libertação dos ativistas Rafael e Baiano, os únicos que continuam presos.
Durante a caminhada, os artistas encenaram na praça em frente à Igreja de Nossa Senhora da Candelária a chacina que marcou o lugar no ano de 1993, quando policiais militares assassinaram oito crianças e adolescentes. Um artista caracterizado de palhaço algemado deitou no chão, questionando o papel da mídia dentro da sociedade. Os ativistas ainda escreveram no chão palavras contra o governador Sérgio Cabral e as políticas de Estado.
A atriz Teresa Seiblitz participa do ato e classificou como muito positiva a manifestação para a construção de uma sociedade voltada para o direito de expressão. "Não faço parte de nenhum movimento social, mas tenho minhas convicções. Acredito que a violência deve ser trabalhada no dia a dia. Sou a favor da população ocupar as ruas e lugares públicos. Como pode haver tanta repressão?", questionou. Dezenas de integrantes do Black Bloc acompanharam o protesto.