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João Rosan |
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A coordenadora de parcerias Mariana Nazário mostrou as oportunidades para juventude |
Considerada pela Unesco a maior organização de universitários em todo o mundo, a Associação Internacional dos Estudantes de Ciências Econômicas e Sociais (Aiesec) tem o objetivo principal de formar jovens com liderança. Em Bauru, a entidade completou dois anos de existência com mais de 40 intercâmbios estudantis e profissionais promovidos, bem como dezenas de ações sociais, culturais, educativas e recreativas.
A estudante universitária Mariana Thomaz Nazário, 23 anos, coordenadora de parcerias da Aiesec local, conta que a associação está presente em 124 países, para onde qualquer jovem entre 18 e 30 anos pode viajar, seja como voluntário ou a trabalho.
“É uma ótima oportunidade para conhecer a cultura, os pontos turísticos, o cotidiano, a culinária de um país que você queira conhecer, com a vantagem de poder se aprimorar no idioma de interesse”, elenca.
Para participar, não é preciso fazer parte da Aiesec. Basta procurar a entidade para uma entrevista e, se a vaga de interesse estiver disponível, preparar as malas. Se a proposta for trabalhar como voluntário em organizações ou escolas, há chances de obter acomodação gratuita em casas de família ou repúblicas de estudantes. O período de permanência é de seis a 12 semanas.
Se a intenção é viajar para trabalho remunerado, o intercâmbio pode durar de três a 12 meses. A exigência, para quem ainda não se formou, é ter ao menos 60% do curso concluído e possuir fluência na língua inglesa ou espanhola.
As áreas de atuação variam entre tecnologia da informação, marketing, engenharia e gestão. “Neste caso, o intercambiário tem de custear a estadia, mas não é possível conseguir, também, a acomodação gratuita”, destaca Mariana. Seja no intercâmbio voluntário ou profissional, a maioria das vagas está concentrada na América Latina, Leste Europeu, Ásia e África.
Ações
Em dois anos de existência, a Aiesec de Bauru já promoveu dezenas de intercâmbios, eventos culturais e recreativos, fóruns e conferências, bem como ações sociais em bairros periféricos. Dentro de um mês, por exemplo, está prevista a realização de uma competição de culinária internacional. “E, nestes eventos, sempre envolvemos os intercambiários de outros países que estão em Bauru por intermédio da associação”, revela a coordenadora.
De acordo com ela, ainda neste ano, a cidade deverá receber cerca de 15 intercambiários. Ao longo de 2013, já passaram pela cidade jovens oriundos do Egito, Colômbia, República Tcheca, Chile, Peru, entre outros países.
“Da mesma forma como ocorre lá fora, eles ficam em casas de família ou repúblicas. Como contrapartida, todos os moradores da residência que recebe o visitante ganham 25% de desconto se quiserem fazer intercâmbio. Mas a maior vantagem é, sem dúvida, a troca cultural que se estabelece no convívio diário”, observa Mariana.
Serviço
Interessados em participar de intercâmbios ou mesmo das ações promovidas pela Aiesec de Bauru podem contatar a entidade pelo e-mail bauru@aiesec.org.br ou pelo www.facebook.com/aiesec.bauru
História
A Aiesec surgiu após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, fundada por estudantes de sete países europeus com o propósito de promover o intercâmbio de técnicas administrativas e de recursos humanos. No entanto, o intercâmbio foi apenas uma ferramenta para alcançar o objetivo maior de contribuir para a integração entre diferentes culturas, promovendo o entendimento e a cooperação entre seus países membros.
“Ao conhecer e entender a cultura de outros países, laços de respeito e a valorização das diferenças são estabelecidos naturalmente”, pondera a coordenadora de parcerias da Aiesec de Bauru, Mariana Thomaz Nazário.
Desde então, a associação, que mantém sua sede internacional em Roterdã, nos Países Baixos, cresceu em tamanho e em campos de atuação.
Instalou-se no Brasil em 1970 e, atualmente, abrange 124 países e territórios, com realização de mais de 20 mil intercâmbios por ano.
Através de experiências práticas internacionais, a associação proporciona ao jovem o desenvolvimento do perfil de liderança necessário para a sociedade e para o mercado de trabalho, potencializando a troca de conhecimentos e uma maior interação entre estudantes, empresas e governos.
A entidade é apolítica, independente, sem fins lucrativos e totalmente gerida por jovens estudantes e recém-formados. Em todo o mundo, conta com mais de 86 mil membros. Em Bauru, são 55 integrantes.