Ainda pouco conhecido do grande público, o mergulho vem ganhando cada vez mais adeptos, e não apenas em regiões litorâneas, mas também no Interior. É o que garantem os praticantes mais antigos da modalidade, que tem alguns expoentes no País, como Carolina Schrappe, mais conhecida como Carol, recordista sul-americana de apneia lastro constante com nadadeiras, e atualmente a brasileira mais bem colocada no ranking mundial.
Carol é natural de Curitiba/PR, onde reside atualmente, e desde a última quinta-feira está em Bauru ministrando um curso de apneia na “Mar & Ar Centro de Mergulho”. O curso termina neste domingo (3), quando os alunos farão mergulhos na represa de Jurumirim.
Formada em Fisioterapia, Carol começou no mergulho em 1999, inicialmente com o mergulho autônomo (com equipamento e cilindro). “Fiz o batismo na atividade em Fernando de Noronha. Quando voltei para a minha cidade, Curitiba, procurei uma escola de mergulho, fiz o curso autônomo e a partir daí não parei mais. Sou fisioterapeuta por formação, mas deixei a área para me dedicar apenas ao mergulho”, explica.
Em 2001, ela foi para Ibiza (Espanha), participar de um Mundial com a equipe do Brasil, quando o País conseguiu formar uma seleção pela primeira vez. “Desde 2006, passei a competir com o intuito de quebrar alguns recordes, consegui bons resultados em âmbito sul-americano. No ranking mundial, já cheguei a ser a quarta colocada, atualmente estou na 13ª posição na categoria profundidade”, pontua Carol.
Recorde
Carol é atual detentora de dois expressivos recordes sul-americanos na apneia. Ela desceu até 44 metros de profundidade sem nadadeiras, e chegou a 47 metros de profundidade com nadadeiras. As marcas são as melhores que uma mergulhadora de apneia da América do Sul já conseguiu até hoje.
Novos públicos
“Aos poucos a gente percebe que mais pessoas vêm se dedicando ao mergulho, seja com equipamento, seja com apneia (sem respiração). Mas sempre com segurança. E a demanda é grande mesmo em locais distantes do litoral, como aqui (Bauru), quando o Cadu (Carlos Eduardo Parisoto, da Mar & Ar) nos procurou, ou em Goiânia/GO e Palmas/TO, já demos cursos nesses lugares”, relata Carol.
“Acima de tudo, a gente enfatiza a segurança. Tem gente que só quer mergulhar, tem outros que unem isso à pesca, outros à foto, uma vez que as melhores fotos de mergulho são na apneia, pois não forma bolha”, destaca. “E tem muito do treino que é feito fora d’água”, conclui.