Os vereadores das 5.570 cidades brasileiras, ao tomarem posse, juram defender as Constituições Federal e Estadual, a Lei Orgânica dos Municípios, as outras leis em vigor, e exercer com patriotismo, honestidade e espírito público o mandato de vereador que lhes foi concedido pelo povo. Juram, também, promover o bem público, sempre que a eles lhes couber. Antes de mais nada, segundo seus estatutos, que são os Regimentos Internos das Câmaras, nos parece clara a posição que deve tomar cada representante nosso na Câmara Municipal em relação às votações que lhes vierem a ser propostas. Levemos em conta que no fundo se trata de cidadãos honestos e cidadãs honradas que foram aprovados em um verdadeiro concurso público, que vem a ser uma eleição.
Em relação ao uso selvagem do som, os nossos munícipes, sejam as crianças, os idosos, os homens e as mulheres, os trabalhadores em geral, merecem ter as jóias de seus ouvidos e cérebros resguardados da violência de escapamentos motorizados desregulados, altofalantes, bumbos, odes ao alcoolismo em bares e inferninhos eternos, que, por busca do lucro, satisfazem os passantes para desgraça dos moradores por ali há tempos instalados, que acabam tendo os seus direitos estilhaçados. Gostaríamos de deixar claro que os verdadeiramente religiosos amam a paz. Como foi ressaltado pelo papa Francisco aos Catequistas em Roma, no 29 de setembro último, São Francisco de Assis dizia aos seus confrades - Pregai sempre o evangelho e, se for necessário, também com as palavras. As palavras têm o seu lugar... mas primeiro o testemunho. Que as pessoas vejam na nossa vida o Evangelho, que possam ler o Evangelho.
Rui Bertoti