10 de julho de 2026
Política

Exploração do pré-sal não abala credibilidade do país na COP-19

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O negociador-chefe do Brasil na próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas afirmou nesta quarta-feira (6), que a exploração do pré-sal no Brasil não abala a credibilidade nacional em negociações como a COP-19, prevista para a próxima semana em Varsóvia, Polônia.

O uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) é um dos responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa."De maneira nenhuma existe contradição. O Brasil não é o único produtor de petróleo do mundo. O que estamos fazendo é iniciando uma exploração de uma riqueza que dispomos em nosso território", disse o embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, subsecretário-geral de meio ambiente do Itamaraty.

O diplomata afirmou que a credibilidade do Brasil está "absolutamente intacta". "Inclusive porque o Brasil se antecipou, de forma voluntária, a [fazer] reduções bastante significativas no seu nível de emissões", argumentou.

"Preparação do terreno"

Entre os dias 11 e 22 de novembro, a Polônia vai sediar a COP-19, conferência do clima das Nações Unidas. Segundo o negociador-chefe do Brasil, o objetivo principal da reunião é "preparar o terreno" para um novo acordo internacional sobre redução de emissões de gases do efeito estufa.

Na última conferência, em Doha, foi aprovada a extensão do Protocolo de Kyoto, que expiraria no fim de 2012, até 2020. A expectativa é que o "esboço zero" desse documento fique pronto em 2015.

Assim, a conferência em Varsóvia terá a função de "avançar nos trabalhos com relação ao próximo entendimento internacional", disse Carvalho. "Temos um trabalho de preparação, que começa a se aprofundar agora em Varsóvia com relação aos elementos constitutivos de um novo entendimento internacional. Não haverá ainda negociação de texto em si, mas um aprofundamento das conversas."

O diplomata ponderou que tais negociações são "complexas", uma vez que "incidem justamente não só nas práticas de consumo das sociedades do mundo inteiro, mas sobre os setores produtivos desses países".

O subsecretário-geral de meio ambiente disse ainda que o Brasil levará propostas para redução das emissões de gases nesse período em que o novo acordo ainda não estará em vigência. "Temos sete anos em que fica muito clara a necessidade de que desde já se tomem ações."