08 de julho de 2026
Geral

Rotarys querem a escola de soldados

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto

Silvia Castro Antônio, Maurício Agostinho, Ismael Dantas e

Alexandre Cruz oficializaram a adesão dos Rotarys à ideia

Uma importante entidade encorpou a luta de Bauru pela escola de formação de soldados. Seis Rotarys Clubs da cidade e outro de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) entraram oficialmente na lista de favoráveis à transformação da unidade do Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP3), antigo Instituto Penal Agrícola (IPA), na escola de formação da Polícia Militar (PM).

A proposta surgiu como conversa de bastidores políticos após a desativação do IPA de Rio Preto, que agora vai abrigar um polo tecnológico, ainda a ser instalado. Ao ser lançada em matéria veiculada pelo Jornal da Cidade no dia 28 de julho deste ano, a ideia já ganhou adesão de 23 entidades.

Nesta semana, foi a vez de todos os Rotarys de Bauru apoiarem. Assinaram documentos pedindo a transformação os clubes de Bauru, Vitória Régia, Terra Branca, Aeroporto, Norte e Parque das Nações. Além deles, o clube de Piratininga também entrou no apoio à iniciativa.

“Entendemos que é um benefício muito grande. Você passa a ter um número adicional de homens compondo o corpo de policiais de Bauru”, destaca o presidente do Rotary Club Terra Branca, Maurício Agostinho Antônio.

A expectativa é de que a escola tenha capacidade de formar cerca de 1 mil soldados por ano, oriundos de todas as regiões do Estado, em um raio de até 300 quilômetros, e até de Estados vizinhos, devido à sua localização estratégica, no coração do Estado de São Paulo.

“Isso é algo muito positivo. Como o treinamento desses policiais é feito na rua, teríamos prontamente mais homens fazendo o patrulhamento. É uma situação que diminui a sensação de insegurança”, afirma.

A proposta atende a uma antiga reivindicação do município por uma contrapartida estadual à instalação de presídios em Bauru e, posteriormente, a implantação do regime semiaberto.

Para entender melhor, os Rotarys solicitaram uma apresentação da PM explicando como seria a transformação. “Outra vantagem é que esses policiais serão formados no Interior. Eles serão formados na nossa realidade. Isso conta muito e será fundamental”, aponta o presidente do Rotary Terra Branca.


Unânime

Além de Maurício Agostinho, os presidentes Ismael Dantas (Aeroporto) e Alexandre Cruz Nicolas (Norte) compareceram ao Café com Política, do JC, para demonstrar o apoio. O Rotary Vitória Régia esteve representado por Silvia Castro Antônio.

Eles afirmaram que o apoio foi unânime de todos os profissionais da entidade. Os presidentes Michel Raad (Bauru), Rene Carvalho (Parque das Nações) e Adriane Prado (Piratininga) também confirmaram a unanimidade na adesão à iniciativa.

“Poderia haver um pensamento contrário por parte de quem trabalha no CPP 3. Porém, a transformação deve absorver os funcionários nessas unidades prisionais que já existem por aqui. Então, realmente foi algo unânime”, completa.

A criação da escola de formação já é cogitada por interlocutores ligados ao Palácio dos Bandeirantes. A ideia já conquistou a  adesão de mais de 20 entidades civis e do poder público de Bauru e região.


No orçamento

Conforme o JC divulgou no último sábado, a transformação do CPP 3, o antigo IPA, em escola de formação de soldados da PM constou entre as 19 propostas ao Orçamento Estadual de 2014 apresentadas pelo deputado Pedro Tobias (PSDB) em audiência pública regional.

A reunião foi a 19ª entre as 21 previstas para acontecerem em todo o território paulista por iniciativa da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O orçamento deve ser votado até o final deste ano e a aprovação de propostas parlamentares autoriza o governo estadual a executar as políticas públicas e ações.