O Senado americano aprovou hoje um projeto de lei para proteger gays, lésbicas e transexuais de discriminações sofridas no ambiente de trabalho.
O "Ato de Não Discriminação no Trabalho" (ENDA, na sigla em inglês) foi aprovado com 64 votos a favor e 32 contra.
Tudo indica, porém, que o ENDA não deve virar lei porque não será aprovado pelo Congresso, que, ao contrário do Senado, tem maioria republicana. O líder do Congresso, John Boehner, já anunciou que não apoia a medida.
No Senado, dez republicanos e os 54 membros democratas votaram pelo ENDA."O trabalho simplesmente não é lugar para discriminação", disse a senadora republicana Susan Collins.
A lei federal americana proíbe a discriminação com base no sexo, raça e origem das pessoas. No entanto, não impede que um empregador demita ou se recuse a contratar alguém por ser gay, lésbica, bissexual ou transgênero.
A passagem do projeto de lei pelo Senado demonstra o avanço do país na defesa dos direitos dos homossexuais, mesmo que não se torne lei.
Em junho, o Supremo Tribunal Federal dos EUA já havia garantido o casamento gay e concedeu benefícios federais a casais do mesmo sexo legalmente casados.