10 de julho de 2026
Nacional

Corpo de Joaquim é enterrado sob pedidos de justiça por populares

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O corpo do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, foi enterrado às 14h em São Joaquim da Barra (382 km de São Paulo) sob orações de amigos e familiares das famílias, e pedidos de justiça de populares.

O velório começou às 10h45 desta segunda-feira (11). Cerca de 500 pessoas passaram pelo local. A Polícia Militar armou um esquema de segurança, com filas, para que todos pudessem se despedir do garoto.

Emocionado, o pai de Joaquim, Artur Paes, se debruçou sobre o caixão e chorou. Durante o velório, ele foi amparado por amigos e familiares. À reportagem, ele disse que Joaquim era o "melhor" da sua vida.

No enterro, realizado no jazigo da família, as pessoas rezaram. Os avós maternos, Maria Cristina Mingoni Ponte e Vicente Ponte acompanharam, emocionados. Em um momento, uma mulher gritou por justiça, e foi acompanhada pelos presentes.

Álbum de Família/Reprodução Internet

Joaquim teria sido morto antes de ser jogado no rio

O encontro do corpo

O corpo de Joaquim, desaparecido na terça-feira (5) em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), foi encontrado no início da tarde deste domingo (10) no rio Pardo, a 150 quilômetros de Ribeirão, em Barretos (423 km de São Paulo).

Exames preliminares do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que o menino não possuía água no pulmão, descartando assim a possibilidade de que ele tenha morrido afogado.

"Ficou comprovado de que se trata de homicídio", afirmou o promotor Marcus Túlio Alves Nicolino. A polícia suspeita que Joaquim tenha sido jogado sem vida no córrego Tanquinho, localizado a 200 metros da casa da família, e de lá tenha sido levado até o ribeirão Preto, afluente do Pardo.

A polícia aguarda para esta segunda-feira o resultado da quebra de sigilo telefônico de familiares do menino, para auxiliar na conclusão das investigações.

Juiz impede mãe e padrasto de ir a velório

A mãe e o padrasto de Joaquim não tiveram autorização judicial para acompanharem o velório e o enterro do menino. Principais suspeitos da morte da criança, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29 anos, e o técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28 anos, foram presos temporariamente no domingo.


Segundo o promotor Marcus Túlio Alves Nicolino, eles não poderão comparecer por motivos de segurança. O local para onde o casal foi levado não foi informado.


Ainda no domingo, um grupo promoveu manifestação em frente à casa do casal e na delegacia de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). A polícia teve que intervir para impedir o linchamento do padrasto, que ainda estava em casa.