Rose Lopes, voluntária da Casa da Sopa da Vila Dutra e militante na área da saúde, postou ontem, em sua página do Facebook, um desabafo de indignação com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo Rose, a mãe, Adelina Lopes de Moura, de 76 anos, teria passado mal e não recebido os cuidados necessários do Samu. Com medo de que a mãe morresse na espera do Pronto-Socorro Central (PSC), a família decidiu pagar o atendimento particular.
Enquanto a idosa passava mal, a irmã de Rose teria ficado cerca de sete minutos no telefone aguardando respaldo do Samu e não conseguiu ser atendida por um médico.
Espera
“Meu cunhado saiu correndo e levou a minha mãe para o PSC, mas como ela não chegou em uma ambulância, teve de esperar para ser atendida. Imagine uma senhora da idade dela ficar na fila do Pronto-Socorro com bronquite asmática, paralisia parcial, problema no coração. Com medo de que ela morresse na espera, decidimos levá-la para um atendimento particular. E é claro que foi atendida na hora”, relata Rose, indignada.
Ainda segundo Rose, a mãe, com paralisia parcial, teria de ficar sentada nas cadeiras do PSC e aguardar a chegada do médico na troca de plantão.
O coordenador do Samu, Carlos Eduardo Sacomandi, foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou sobre o assunto. Já o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, disse que precisaria checar o histórico do atendimento antes de se pronunciar.