11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ações do Banco do Brasil caem 5,3% e ajudam a puxar Bolsa para baixo

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Acompanhando o clima negativo dos mercados internacionais, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira fechou nesta terça-feira (12) em queda de 1,55%, a 51.804 pontos.

Além da perspectiva de que o Fed (banco central americano) pode começar a cortar seu estímulo à economia dos Estados Unidos já em dezembro, também pesou negativamente sobre o mercado o desempenho de importantes companhias, como Banco do Brasil e Petrobras.

Nos EUA, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse nesta terça-feira que, depois dos recentes indicadores positivos que foram divulgados no país, não se pode eliminar a possibilidade de a autoridade começar a cortar os estímulos ainda em 2013.

"Como parte da injeção mensal do Fed de US$ 85 bilhões na economia americana migra para mercados emergentes, a possibilidade de redução desse número preocupa os investidores", explica João Brügger, analista da Leme Investimentos.

Por aqui, a forte queda de 5,30% das ações do Banco do Brasil, que encerraram o dia a R$ 26,60, pesaram no Ibovespa nesta terça-feira.

O banco público divulgou pela manhã um lucro líquido de R$ 2,70 bilhões no terceiro trimestre, praticamente igual ao ganho de R$ 2,73 bilhões visto um ano antes.

"O resultado foi um pouco melhor do que os analistas previam, mas, mesmo assim, foi um número que não atraiu, talvez porque os investidores tenham comparado com o balanço do Itaú, que entregou resultados melhores", afirma Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora.

Os papéis da Petrobras também pressionaram o índice em baixa hoje. As ações ordinárias (com direito a voto) caíram 3,58%, a R$ 18,61, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) tiveram baixa de 2,69%, a R$ 19,55.

Os papéis da Gol também registram forte baixa hoje, de 4,32%, seguidos pelas ações da Rossi Residencial, com queda de 4,31%, e das ordinárias e preferenciais da Oi, com perdas de 4,18% e 3,81%, respectivamente.

As ações da mineradora MMX lideraram as altas do pregão, com avanço de 4,69%. Os papéis da Light subiram 1,93%, enquanto os da Embraer tiveram alta de 1,91% e os da EDP - Energias do Brasil subiram 1,43%. Já as ações da CPFL registraram valorização de 1,34%.

Eike Batista

Fora do Ibovespa, as ações da OSX, empresa do setor naval de Eike Batista, voltaram a ser negociadas nesta terça-feira (12), depois de a companhia ter entrado com pedido de recuperação judicial na tarde de ontem. Os papéis fecharam com alta de 19,61%, a R$ 0,61.

Assim como aconteceu com a OGX, petroleira de Eike, as ações da OSX deixaram de integrar todos os índices da Bolsa brasileira após o fechamento dos negócios de hoje. Assim, a partir de amanhã, eles continuam sendo negociados, mas fora dos índices de referência da Bolsa.

Câmbio

No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia em leve queda de 0,04% em relação ao real, cotado em R$ 2,334 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 0,17%, também a R$ 2,334.


A cotação da moeda teve um dia instável, com pressão da perspectiva de corte no estímulo americano ainda em 2014 - o que restringiria a oferta de dólares nos emergentes -, mas com alívio do início da rolagem dos contratos de swap cambial tradicional que vencem em 2 de dezembro, com a venda de 20 mil contratos por US$ 988,1 milhões.


"O Banco Central do Brasil adicionou preocupação aos investidores por não fornecer mais detalhes sobre a rolagem dos contratos de swap cambial [equivalentes à venda de dólares no mercado futuro] que vencem em dezembro.

Além dos contratos rolados hoje, outros US$ 9 bilhões ainda permanecem com data de vencimento para o próximo mês", diz Guilherme Prado, especialista em câmbio da Fitta DTVM.


O Banco Central também realizou pela manhã um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A operação estava prevista em seu plano de intervenções diárias no câmbio.

Foram vendidos 10 mil contratos de swap, todos com vencimento em 1º de abril de 2014, por um total de US$ 497,5 milhões. Não foram aceitas ofertas por contratos com vencimento em 2 de junho de 2014.