07 de julho de 2026
Ciências

Observatório

Alberto Consolaro
| Tempo de leitura: 2 min

Carne em SP - Mais da metade da população na cidade de São Paulo consome excessivamente carne vermelha natural ou processada industrialmente. As consequências são o aumento do risco de doenças cardiovasculares e de câncer, assim como um maior dano ao meio ambiente pela maior criação de bovinos. O ideal seria consumir até 100g de carne vermelha ou branca por dia segundo o Ministério da Saúde brasileiro. Para o “World Cancer Research Fund” dos EUA que se ocupa da prevenção do câncer, o consumo ideal seria até 500g por semana de carne vermelha processada ou não como hambúrguer, salsicha e nuggets. Dos paulistanos, 75% comem muito mais do que o recomendado por estes órgãos. Para cada quilo de carne bovina produzido são gerados 44 kg de dióxido de carbono (CO2) que equivale a um trajeto de 250 km percorrido por um carro. Ao ano, pelo consumo de carne vermelha em 2003, a cidade de São Paulo produziu 18 milhões de toneladas de CO2 ou 5% da produção nacional. Este dióxido de carbono corresponde à respiração e à liberação de gases do gado ainda em vida.


Carne e câncer em SP - Em 2003 foram ouvidas 2361 pessoas e em 2008, outras 1662. Houve um aumento de 25% ou de 143g para 179g/dia no consumo de carne vermelha. Quem tem uma melhor qualidade da dieta consome menos carne vermelha processada disse Aline Martins de Carvalho, mestranda da Faculdade de Saúde Pública da USP, orientada por Dirce Maria Lobo Marchioni. As carnes processadas são mais lesivas à saúde humana e são mais consumidas pelos jovens. As carnes bem passadas que são feitas na grelha, forno ou na churrasqueira tem crostas de coloração marrom a preta e estas crostas têm substâncias potencialmente carcinogênicas que induzem a formação do câncer. As carnes cozidas são muito melhores pelo menor teor de gordura e por não apresentarem estas crostas cancerígenas em sua superfície.

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