11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Serasa: Dia das Crianças faz calote subir em outubro

Folhapress
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Ilustração 

Serasa indica maior índice de calores no mês de outubro por conta das compras do Dia das Crianças

Após quatro meses de quedas consecutivas, a inadimplência dos consumidores subiu 3,7% em outubro, na comparação mensal, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pela Serasa Experian.

 

Embora outubro tenha apresentado alta, diferentemente do que foi visto nos meses de junho (-4%), julho (-3,5%), agosto (-5,5%) e setembro (-2,8%) -todos com inadimplência em queda-, isso não foi considerado pelos economistas da Serasa, como uma reversão na tendência do atual momento de recuo dos níveis de inadimplência dos consumidores.

 

O maior volume de vendas pelo Dia das Crianças e maior número de dias úteis em relação a setembro explicam a alta da inadimplência em outubro, ou seja, efeitos sazonais, dizem os economistas.

 

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, frente o mesmo período do ano passado, a inadimplência caiu 0,6%, representando a primeira queda histórica da série para o período de janeiro a outubro.

 

Na relação anual, comparando os meses de outubro deste ano e do ano passado, o indicador também registrou declínio, de 11,9%, sendo esta a quinta queda mensal consecutiva na comparação interanual.

 

Dívidas

 

As dívidas não bancárias -contraídas via cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água- puxaram a alta da inadimplência em outubro, com variação positiva de 5,1%.

 

A inadimplência com os bancos, os títulos protestados e os cheques sem fundos também colaboraram para o crescimento do índice, com variações positivas de 0,9%, 16,8% e 10,6% respectivamente.

 

Valor médio

 

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou queda de 6,5% de janeiro a outubro de 2013, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio desse tipo de dívida ficou em R$ 315,22 nos dez primeiros meses do ano.

 

O valor médio dos títulos protestados também caiu (4,2%) para R$ 1.399,15. Já os cheques sem fundos e as dívidas com os bancos registraram alta de 8,5% e 2,0%, respectivamente. Os valores médios ficaram em R$ 1.645,11 e R$ 1.324,47.