Ofertada pela primeira vez em um leilão de energia no Brasil, a fonte solar não atraiu interessados na disputa de ontem promovida pelo governo. Os projetos eólicos foram os únicos vencedores no leilão, que tem previsão de entrega a partir de 2016.
Agentes do setor já diziam acreditar que a fonte solar não conseguiria ser competitiva desta vez. “Nessa estreia de solar nos leilões, quem levou foi o vento... Mas todas as perspectivas são que o preço da solar continuará a cair. Não tenho dúvida que é uma questão de tempo para a solar entrar na nossa matriz”, disse o presidente da Empresa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim sem fazer fazer previsões.
A fonte eólica foi a única a vender energia na competição, elevando o número de novos projetos eólicos contratados em leilões públicos em 2013 para cerca de 2,4 gigawatts (GW) de capacidade a ser instalada.
No leilão de ontem a energia eólica vendeu energia de 867,6 megawatts (MW) de capacidade instalada de 39 projetos, somando-se à construção de outros 1.505 megawatts (MW) de energia em leilão realizado em agosto. “Como a gente já tem mais um leilão neste ano, tem tudo para que a gente quebre o recorde de contratação de eólica”, disse Tolmasquim. Segundo ele, a maior contratação de novos projetos de energia eólica em um único ano ocorreu em 2011, quando foram viabilizados cerca de 2,9 GW.
Diante da forte contratação de energia eólica no ano de 2013, a indústria de equipamentos deve funcionar com capacidade total, segundo Tolmasquim. Ele acrescentou que algumas indústrias avaliam ainda a possibilidade de um terceiro turno para dar conta da demanda.
O leilão realizado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) durou menos de 30 minutos.