10 de julho de 2026
Geral

Dia da Consciência Negra quase não interfere nos serviços em Bauru hoje


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Celebrado hoje, o Dia Nacional da Consciência Negra não foi instituído como feriado em Bauru. Mesmo assim, a data demanda atenção dos moradores, já que, por se tratar de ponto facultativo, alguns serviços na cidade não irão funcionar.

Dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade, o 20 de novembro foi escolhido por ser a data da morte do líder Zumbi dos Palmares, em 1695, que atuou como um símbolo da resistência do negro à escravidão. Em mais de mil cidades brasileiras, incluindo a Capital do Estado e mais de 100 municípios paulistas, o dia já foi declarado feriado.

Em Bauru, nesta semana, o prefeito Rodrigo Agostinho anunciou que irá desarquivar e adaptar um projeto de lei, elaborado em 2006 com a mesma finalidade, para submetê-lo novamente à votação na Câmara Municipal. Enquanto a possível mudança não acontece, é preciso estar atento porque a data é considerada ponto facultativo e alguns serviços suspendem as atividades.

Um exemplo são as repartições públicas municipais, que ficam fechadas ao público hoje. Da mesma forma, os núcleos de saúde e o Departamento de Água e Esgoto (DAE) também não abrem. A autarquia, no entanto, manterá plantão pelo telefone 0800-7710195.

Já os atendimentos médicos de urgência e emergência serão realizados normalmente pelos prontos-socorros Central e Infantil, pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Bela Vista, Ipiranga, Mary Dota e Geisel/Redentor e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O Zoológico Municipal permanecerá aberto ao público das 8h às 17h e o Jardim Botânico também funcionará das 8h às 16h30. As coletas de lixo domiciliar e seletiva, o Poupatempo, a Cohab e os Ecopontos funcionarão normalmente. As agências bancárias também abrirão normalmente, assim como o comércio central, o Bauru Shopping, o Boulevard Shopping Nações e o Villaggio Mall Center.


Quebra de barreira

Exatamente pela falta de muitas referências negras no jornalismo brasileiro, Camila Fernandes, repórter da TV Preve, é chamada nas ruas – e por colegas de trabalho – de Glória Maria de Bauru.

Formada há quatro anos e há três trabalhando no telejornalismo, ela diz não se incomodar com a comparação. “Na verdade, recebo como um elogio, porque a Glória Maria foi uma das primeiras negras a quebrar esta barreira no jornalismo brasileiro”, revela. Ao contrário do que geralmente ocorre no mercado de trabalho, Camila conta que o fato de ser negra contribuiu para que ela conseguisse o seu 1º emprego. “Os donos da emissora viram que era uma oportunidade de ter uma repórter negra na televisão da região. E, até hoje, eu sou a única. Gostaria que existissem mais”.

Quioshi Goto

No Dia da Consciência Negra, repórter Camila Fernandes destaca trabalho e criação contra

preconceito