09 de julho de 2026
Polícia

Brigas por cães abrem discussão sobre posse


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Dois vizinhos, residentes na Vila Lemos, foram parar na delegacia anteontem à noite por conta do cão de um deles.

O animal, às vezes, invadia a casa ao lado. O morador perdeu a paciência e acabou amarrando-o junto a um poste com um arame bastante apertado no pescoço. Assim que a proprietária localizou o cão, foi tirar satisfações com o vizinho. Foi quando ambos se agrediram e ela registrou boletim de ocorrência.

Outro caso semelhante ocorreu na tarde do último domingo, quando um pinscher de três anos fugiu de uma residência no Jardim Marília e foi parar na casa ao lado.

O morador tentou tocá-lo para fora, mas o cão acabou batendo a cabeça contra a parede e desmaiou. Logo depois, de acordo com o vizinho, a dona do cão chegou acompanhada por dois familiares. Eles o agrediram e o ameaçaram. O homem registrou boletim de ocorrência.

Já a filha da proprietária afirma que o vizinho pode ter chutado o pinscher com força, fato que o fez bater a cabeça e desmaiar. Ela diz ter ouvido gritos e ter visto o vizinho jogar o cão na rua após a suposta agressão.

Entretanto, a médica veterinária que atendeu o pinscher depois do ocorrido, Renata dos Santos Ramos, afirma não ser possível identificar se a agressão foi proposital.

Posse responsável

Para o médico veterinário Daniel Cazali Otero, esses dois fatos revelam um certo descaso dos proprietários em relação aos animais de estimação, uma vez que desconhecem os requisitos mínimos para garantir a qualidade de vida dos cães e, em consequência, uma boa relação com a vizinhança.

Otero acrescenta que as famílias devem se informar antes de adquirirem animais de estimação, tanto em clínicas veterinárias quanto no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

“Posse responsável é ter um cão e saber que ele precisa ser vacinado, vermifugado, alimentado e, principalmente, passear apenas usando guias e junto ao proprietário. Quando você segue todas essas regras, brigas entre vizinhos por conta deles, provavelmente, não aconteceriam”, diz.