A população de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) viveu momentos de terror com a explosão de quatro caixas eletrônicos do Banco do Brasil (BB) na madrugada do dia 27 de setembro. Mas, mesmo passados quase dois meses do crime que abalou a cidade, a população ainda sofre as consequências do delito, porque os terminais danificados não foram repostos. A alternativa de alguns moradores é procurar outras cidades.
Conforme noticiado pelo Jornal da Cidade, bandidos fortemente armados com fuzil explodiram quatro caixas eletrônicos da única agência do Banco do Brasil existente no município, localizada na rua 9 de Julho, no Centro da cidade.
Houve pelo menos mais de duas detonações com explosivo plástico, barulho suficiente para estilhaçar vidraças da agência e também das casas das imediações, assustando a população. Um dos explosivos não detonou e no dia seguinte teve que ser desarmado, após orientações do Grupo Antibombas (Gate) de São Paulo.
Desde então a população de Iacanga está sofrendo as consequências da ação, sem poder usar diversos serviços na agência, principalmente o saque. Isso acontece porque os quatro caixas eletrônicos danificados tinham, especialmente, essa função, diferente do que restou, que apenas realiza depósitos, emite cheques e faz outras transações como, por exemplo, transferências bancárias e pagamentos diversos.
No lugar dos vidros quebrados, continuam os tapumes, que vão sendo substituídos calmamente, em uma obra demorada. Já os caixas, esses foram e nunca mais voltaram.
“Tumulto”
Em dias de pagamento como, por exemplo, o quinto dia útil de cada mês, a agência fica lotada de usuários precisando do atendimento interno. A cabeleireira Rozana Maria Figueiredo Domingos, 48 anos, já registrou duas reclamações junto ao BB e falou até na ouvidoria.
“A reforma está sendo feita, mas é uma reforma muito demorada. Os tapumes continuam lá e nem todos os vidros da agência foram substituídos. Não tem nenhum pedreiro, nem eletricista trabalhando lá, então, onde está acontecendo essa reforma que eles (Banco do Brasil) falam?”, criticou.
A cabeleireira ainda se queixa que, nos horários de “pico” do banco, não é possível realizar saque, nem dentro da agência. “É muito complicado porque eu não posso deixar o salão para ficar indo ao banco. O banco precisa tomar uma atitude e repor os caixas que foram destruídos”.
O Banco do Brasil informou que está reformando a agência e os caixas eletrônicos.
23 quilômetros de distância
Para outros usuários do Banco do Brasil em Iacanga, o jeito é procurar outras cidades que tenham agências e percorrer até 23 quilômetros, como é o caso do vendedor Bruno Gonçalves Canalle, 25 anos, que mora em Arealva, mas trabalha em Reginópolis.
“Muitas pessoas acabam vindo para Reginópolis para fazer saques no caixa eletrônico, principalmente nos finais de semana. Neste período, muitas vezes os caixas chegam a ficar sem dinheiro, tamanha é a quantidade de saques”, disse.
O Banco do Brasil informou, em nota expedida pela assessoria de comunicação, que está adotando todas as medidas necessárias para restabelecimento da plena capacidade de atendimento aos clientes o mais breve possível por meio da reforma dos caixas e parte do prédio, que já está em fase de obras em Iacanga.