Venho por meio deste jornal, nosso maior meio de comunicação em Bauru, para expressar minha indignação e pedir medidas, providências e mudanças com o plano de saúde dos servidores públicos de Bauru (São Lucas).
Mais uma vez ocorreram mudanças ao passar de Beneplan para São Lucas, no qual os servidores tem o de plano nível "essencial", ou seja, o mais inferior que a empresa de saúde pode oferecer. Quanto a isso, não faço diferenças, desde que todos tenham seu atendimento realizado, mas não é o que vem acontecendo, pois em minha família, como meu pai é servidor, minha mãe vem precisando utilizá-lo, mas já pela segunda vez apenas neste mês de novembro, depois de muito tempo esperado para a consulta marcada, ao chegar no dia e horário agendado ela recebe a notícia de que tiveram que desmarcar, pois o médico não iria atender.
Até então já estamos "acostumados" com essas situações, desde que pelo menos as atendentes e a central de agendamento, como chamam, tivessem a decência e a consideração de ligar comunicando. Evitando assim de o paciente se deslocar, perder dia de trabalho, ter gasto com transporte, entre outro, e chegar para não ser atendido.
O pior é que cria-se um jogo de empurra-empurra, as secretárias atribuem o erro à central de agendamento e esta parece um navio fantasma, ninguém sabe de nada, nunca tem ninguém para resolver, e assim que puder vão retornar... Essa frase, que me parece já um jargão de quem diz: "Esquece que vai ficar por isso mesmo".
Parece-me que o setor responsável não vem sendo competente em contratar seus funcionários, pois se não há responsabilidade de agendar e/ou desmarcar os pacientes, esses funcionários não estão cumprindo suas funções, sendo assim, deve-se dar a vaga a pessoas que se prestem a realizar o básico. É mais uma vez um desrespeito ao cidadão que procura atendimento não por estética, mas sim por saúde, e que trabalha e paga pelo plano.
Sei que muitos sabem do que estou falando, pois já viveram essa situação. Por isso vamos mostrar e anunciar nossa indignação sempre, pois assim temos a oportunidade de quem sabe essas empresas se envergonhem e comecem a trabalhar corretamente, tratando pessoas como seres humanos que são.
Natalia Zuchi Martins