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Juliana Clerice perdeu o gato Mingau |
Nas últimas semanas uma atitude cruel está tirando o sossego dos moradores do bairro Cohab 3, em São Manuel (71 quilômetros de Bauru). Mais de 30 cães e gatos apareceram mortos com indícios de envenenamento. A população está consternada e espera que a polícia localize o possível acusado pelas mortes.
Infelizmente, a história da estudante Juliana Clerice, 16 anos, moradora da rua Francisco Biondo Filho, é comum à de outros moradores. Juliana perdeu seu gatinho Mingau, que tinha apenas alguns meses de vida. A suspeita da morte também é por envenenamento.
A garota relatou que adotou o felino e cuidou dele com muito amor. O levou ao veterinário, vacinou, vermifugou, castrou. Como a mortandade já tinha começado a “dar sinais” no bairro, ela e sua mãe decidiram não deixar mais o gato sair de casa. No entanto, no dia 18 deste mês, resolveram permitir um passeio no quintal. Foram poucos minutos. O gato teve morte súbita com hemorragia.
“Esse gato apareceu na minha casa e adotamos ele com muito amor. Ele ficou comigo durante nove meses e há duas semanas começou essa história dos animais aparecerem mortos na minha rua. Nem deixávamos ele sair de casa, mas na segunda-feira ele dormiu dentro de casa e no dia seguinte deixamos ele sair para tomar seu leite no quintal. Foram poucos minutos e minha mãe o viu no telhado, pulando, e já com hemorragia. Foi chocante”, contou.
Funeral
A estudante relatou ainda que, no dia 14 de novembro a rua ficou parecendo um grande funeral, tamanha a quantidade de animais que foram encontrados mortos durante a madrugada. As famílias estavam abaladas.
“Eu registrei BO e, pelo que os vizinhos falam, até o momento são cerca de 30 animais mortos. É muito triste porque eu amava muito o Mingau. Eu tenho uma cachorra que também o amava. Ela ficou tão triste depois da morte do Mingau que eu tive que adotar outra cachorrinha para ela não se sentir sozinha”.
A reportagem procurou a Polícia Civil de São Manuel na tarde de ontem e, de acordo com a delegada titular do município, Ana Carolina de Brito Machado, o caso está sendo investigado como maus-tratos. “Apenas uma pessoa registrou boletim de ocorrência. O caso foi registrado como maus-tratos e já está no Setor de Investigações Gerais (SIG)”, finalizou.