09 de julho de 2026
Articulistas

O mais esperto de todos!

Ismar Pereira
| Tempo de leitura: 2 min

Durante uma conversa informal, biólogos e zoólogos levantaram uma questão curiosa: um momento especial da sua vida, isto é, logo após o nascimento, qual o mais esperto de todos os animais que habitam a face da Terra? Diante de respostas tão variadas e de justificativas tão controversas, resolveram fazer uma pesquisa. E o resultado foi imprevisível, surpreendente mesmo!

E você, caro leitor, apostaria em quem? Qual a sua resposta? Seria o filhote do leão, o todo poderoso rei das selvas, capaz de abater um búfalo, muitas vezes maior do que ele? Ou o próprio búfalo, o mais vingativo dos animais, segundo dizem os especialistas? Ou o filho do tigre "dente de sabre", cujo sobrenome assusta qualquer um: Ou filhote do urso que, adulto impressiona pela sua habilidade: apesar do seu tamanho e do seu peso ? cerca de meia tonelada ? consegue pegar um peixe com as próprias mãos, ou melhor com as patas? Ou, talvez, do hipopótamo, com a sua bocarra assustadora? Quem sabe, o elefantinho ? palavra que envolve certa contradição, pois ele já nasce grande ? filho de um animal tão poderoso que consegue destruir uma aldeia de nativos?

Mas, como a pesquisa não foi baseada na agressividade dos pais, a escolhida poderia ser a girafinha, que chega ao mundo aos trancos e barrancos. Isto porque a girafa costuma parir de pé, o que deve proporcionar um grande susto ao filhote, que começa a sua vida levando um grande tombo.

Pois bem: feitas as apostas vamos ver quem acertou o resultado da pesquisa. A resposta pode até decepcionar, mas quem levou a taça foi o pintinho (ou pintainho, se preferir). É isso mesmo, prezado leitor: o grande vencedor foi o filho da galinha! Para início de conversa, ele tem que fazer o próprio "parto", isto é, quebrar a casca do ovo.

Assim que consegue se livrar daquela "armadura" branca e redonda, tem que providenciar o próprio sustento. Como ? evidentemente! Ele não mama na mãe, tem que "se virar sozinho". Aí, começa a ciscar, procurando bichinhos e outras comidas, sempre sob a supervisão da mãe, que, sem babá, tem a capacidade de cuidar de uma dúzia ou mais de rebentos. Quando é detectado algum perigo, como a presença de um gavião, alertado pela mãe e juntos com ela, todos correm para um lugar seguro. Quando a noite chega, todos os pintinhos se abrigam sob as asas da galinha, onde repousam para recuperar as energias e continuar a ciscar na manhã seguinte. Em tempo: e o filho do homem, como fica nessa história de esperteza e independência ao nascer? A pergunta é boa, mas a resposta é assunto para outra conversa!

O autor, Ismar Pereira, é advogado aposentado e colaborador de Opinião