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Reprodução Internet |
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Peça da cobertura do estádio desabou e destruiu parte da arquibancada |
A última peça da cobertura que estava sendo instalada no Itaquerão desabou de um guindaste por volta das 12h50 de hoje (27), destruiu parte da arquibancada do futuro estádio do Corinthians e deixou mortos.
A Odebrecht, construtora responsável pela obra, confirma a morte de ao menos dois operários: Fábio Luiz Pereira, 42 anos, motorista/operador de Munck da empresa BHM, e Ronaldo Oliveira dos Santos, 44 anos, montador da empresa Conecta. A secretaria de Saúde da Capital também confirmou dois mortos.
Em nota, a Odebrecht diz que o guindaste tombou e que sua prioridade é "oferecer assistência total às famílias das vítimas".
"Pouco antes das 13h, o guindaste, que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio, tombou provocando a queda da peça sobre parte da área de circulação do prédio leste - atingindo parcialmente a fachada em LED.
A estrutura da arquibancada não foi comprometida. Era a 38ª vez que esse tipo de procedimento realizava-se na obra, e uma peça de igual proporção foi instalada há pouco mais de uma semana no setor Sul do estádio", diz a nota.
Ministério Público irá investigar obra; sindicato pede embargo
Após o acidente em parte da cobertura do Itaquerão, o Ministério Público de São Paulo informou que irá aguardar um novo laudo da perícia, a ser realizado pela Polícia Civíl, que aponte as causas do desabamento e indique indique um eventual comprometimento na estrutura do estádio.
A Promotoria já havia instaurado inquérito para investigar aspectos de segurança e impactos no entorno da obra do estádio.
Em nota, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da capital diz que irá aguardar esses resultados para tomar qualquer medida e, caso seja necessário, pedir a suspensão da obra até que todos os riscos à integridade física dos futuros frequentadores do local sejam descartados.
Já o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Construção Pesada adotou o mesmo procedimento que havia tomado no acidente no estádio do Palmeiras, em abril.
"Queremos que o Ministério do Trabalho embargue imediatamente a obra até que tudo seja apurado", disse Antônio Dekeredjmiam, um dos diretores da entidade.
André Luiz Sena, que também é diretor do sindicato, cobrou medidas urgentes e confirmou que o pedido de embargo da obra já foi feito.
Estrutura
Segundo o arquiteto Aníbal Coutinho, responsável pelo projeto do Itaquerão, o acidente de hoje não afetou a estrutura da arquibancada e não atrasará a construção do estádio.
"Se tivesse um melhor lugar para essa peça cair, esse era o lugar", afirmou o arquiteto.
Coutinho explicou que o local em que a peça caiu é um vão entre dois setores do estádio e, por isso, o estrago não foi maior. Mesmo sem o comprometimento da estrutura, parte do prédio leste da arena será interditado para realização de perícia.
Andres diz que acidente foi fatalidade e evita falar sobre cronograma
O ex-presidente do Corinthians e responsável pelas obras do Itaquerão, Andres Sanchez, afirmou hoje (27) que o acidente que aconteceu na arena corintiana foi uma fatalidade e evitou falar sobre o cronograma das obras.
"Infelizmente acidentes acontecem. Estamos passando por um momento difícil. Não estamos pensando nisso (no cronograma). A preocupação agora é atender as famílias", disse Andres Sanchez, que estava no local no momento do acidente.
O ex-presidente corintiano afirmou que a estrutura do local do acidente não foi comprometida. "Não teve comprometimento da estrutura. Estruturalmente afetou um pouco. Nada que comprometa."
Frederico Barbosa, responsável pela obra, afirmou que a operação estava correta. "A operação estava correta. Nada fora do que estava programado. Agora é apurar o que está sendo feito", disse.