08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: o que restou

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Após perder a vaga que parecia certa na final da Liga Sul-Americana, depois de abrir quase 20 pontos de vantagem no começo do terceiro quarto da semifinal contra o Aguada e permitir a virada do adversário anteontem, o Paschoalotto/Bauru enfrenta o Boca Juniors hoje, às 18h45 (de Brasília), na despedida das duas equipes na competição continental. O jogo será no Palacio Peñarol, em Montevidéu (Uruguai), que em seguida, a partir das 21h, receberá a final entre Aguada e Brasília.

A partida vale a medalha de bronze do certame, e também pode significar a segunda melhor marca do basquete bauruense em uma competição internacional – o melhor desempenho foi no antigo Campeonato Sul-Americano de Clubes de 1999, quando o então Tilibra/Copimax foi vice-campeão, perdendo a final para o Vasco da Gama, no Rio.

Bauru vem para a disputa do terceiro lugar após a dolorida derrota nos instantes finais para o Aguada, quando o time da casa contou com o apoio da torcida e a mão calibrada do experiente ala/armador García Morales para virar o jogo, que terminou em 82 a 80. Já o Boca Juniors foi superado com certa facilidade pelo Brasília na outra semifinal, também disputada na quarta-feira, ficando o tempo todo atrás no marcador.

Bauru e Boca se enfrentaram no Grupo E da segunda fase, no Ginásio Panela de Pressão, com vitória bauruense por 73 a 69.

“Não estamos felizes em disputar o terceiro lugar porque queríamos estar na final, mas é uma posição importante e temos que brigar por ela”, cita o armador Ricardo, através da assessoria de imprensa do Bauru Basket. “Fizemos um bom campeonato e infelizmente perdemos na semifinal. Basquete é assim. Só não podemos esquecer que chegamos entre os quatro melhores da América do Sul”, relata o pivô Lucas Tischer, que a exemplo do restante da equipe não foi bem no segundo tempo contra o Aguada, saindo com cinco faltas no terceiro período.

Volta amanhã

O Paschoalotto/Bauru retorna ao Brasil amanhã, e voltará suas atenções para a final do Estadual, a partir de segunda-feira, contra o Paulistano, adversário que ainda não venceu na temporada. Até por isso, fica a expectativa de que nesta noite o time possa recuperar o moral, abalado depois da maneira como a equipe se portou ao permitir a reação do Aguada, que culminou com a derrota e o fim do sonho de disputar uma final de competição continental após 14 anos.

Torcida cobra

A reação dos bauruenses foi imediata nas redes sociais após o jogo de quarta-feira. Muitos torcedores passaram a cobrar de maneira mais veemente a equipe devido à derrota para o Aguada, considerando o título do Campeonato Paulista uma obrigação para o time de Bauru, que terminou a primeira fase do Estadual na liderança e avançou para a decisão após uma semifinal dura contra o Franca, eliminando o rival apenas no quinto jogo.